Amigos da Toca

Visitem meu outro blog!


Se alguma das imagens estiver muito grande clique em cima da imagem para poder vê-la por inteiro

Se alguma das imagens estiver muito grande clique em cima da imagem para poder vê-la por inteiro

Navegue na Toca ouvindo os sons da Natureza!

domingo, 1 de maio de 2011

Contos de Hans Christian Andersen-A Rainha das Neves

Photobucket



A Rainha das Neves
de Hans Christian Andersen

Um maldoso anão tinha fabricado um espelho mágico, que transformava em más pessoas, todos os que nele se mirassem. Mas o espelho quebrou-se e seus pedaços foram se espalhando pelo mundo. Dois deles foram para uma sacada onde brincavam duas crianças, Gerda e Pedro, e penetraram nos olhos e no coração do menino que, desde aquele momento, se transformou, de bom, no pior garoto da cidade.




Photobucket
Quando o inverno chegou, ia Pedro, um dia, pelas ruas cobertas de neve, montado em seu pequeno trenó, quando viu um grande trenó branco, que corria velozmente. Enganchou o seu naquele e, desse modo, fez-se arrastar na vertiginosa carreira. Mas viu, logo depois, com terror, que o misterioso veículo saía das muralhas da cidade e precipitava-se pelos campos. Por fim, o trenó se deteve e dele desceu a Rainha das Neves, completamente vestida de branco, que se inclinou para o menino, beijando-o. Ao sentir aquele beijo, Pedro adormeceu. A fada tomou-o nos braços e levou-o ao seu longínquo país.
Os dias passavam e Gerda em vão esperava Pedro, que não regressava. Afinal, resolveu ir procurá-lo pelo mundo. Dirigiu-se para o rio, subiu numa barquinha e deixou-se levar pela correnteza. A embarcação, depois de muito navegar, foi deter-se num jardim cheio de flores, onde havia uma velha, que acolheu carinhosamente a menina Gerda e conduziu-a a uma pequena casa feita de vidros coloridos. Ali penteou-a com um pente mágico e a menina de tudo se esqueceu e ficou, naquele jardim encantado, vivendo muito feliz. Um dia, entretanto, viu umas rosas, que lhe recordaram o roseiral por ela plantado, com o auxílio de Pedro, na sua pequena sacada, em casa, e voltou-lhe à mente a lembrança do irmão desaparecido. Resolvida a encontrá-lo, fugiu para o bosque e caminhou muito, sem sentir-se fatigada, até que encontrou uma menina, que morava numa casa meio em ruínas. A desconhecida, ao ouvir a história de Gerda, quis ajudá-la e levou-a para sua casa, onde perguntou aos pombos, pousados no telhado, se sabiam alguma coisa a respeito de Pedro. "Sim!" responderam eles. A Rainha das Neves o levou com ela.

Photobucket

A menina do bosque deu-lhe, então, um magnífico cervo que possuía havia tempo, dizendo ao animal: "Devolvo-te a liberdade, mas, em troca, leva esta minha amiga ao palácio da Rainha das Neves, que se acha em teu país." Em seguida, ajudou a pobre Gerda a montar no lombo do animal, que partiu em disparada. Atravessaram campos, bosques, pântanos e, por fim, chegaram à Finlândia, onde estava situado o castelo da fada e o cervo fez a menina descer no jardim.
Ao ficar sozinha, Gerda viu caírem a seu redor grandes flocos de neve, que se juntaram, procurando afogá-la. Mas a menina orou com fervor e, imediatamente, tudo se acalmou. Então, a menina entrou no castelo, onde encontrou Pedro, que estava só e não a reconheceu. Gerda abraçou-o, chorando e suas lágrimas, ao penetrarem no coração do menino, fizeram sair o fragmento do espelho, que nele se havia encravado. Pedro também chorou e, desse modo, o outro fragmento que havia penetrado em seus olhos, também saiu. O menino, só então, reconheceu sua pequena amiga e com ela fugiu daquela prisão gelada. O cervo esperava-os lá fora para levá-los de volta ao seu país.

Contos Infantis- A Bruxa do Casebre

Photobucket



Dona Bruxa
by Betha M. Costa

Ela morava numa casa rosa-bebê, telhado vermelho-amora cercada por um imenso jardim bem no finalzinho da rua. A chaminé exalava fumaças coloridas encantadoras aos olhos e cheiros agradáveis aos narizes de toda gente do povoado.

A meninada curiosa chegou a fazer várias visitas secretas ao jardim. Descobriram uma quantidade enorme de ervas e frutas. Levaram amostras para algumas senhoras da cidadezinha.Elas não souberam identificar seus nomes nem para que eram usadas; o que aumentou a curiosidade sobre “a mulher da casa da esquina” tanto em adultos (que a chamavam de A Bruxa) como nas crianças, que em tom mais respeitoso, chamavam-na de Dona Bruxa.


Os olhinhos curiosos da criançada voltaram-se para Dona Bruxa. Descobriram que era uma senhora alta, magra, idosa, que morava sozinha desde sempre naquele lugar.Tinha aparência tranqüila e vivia na companhia de uma gata cor marrom-chocolate, olhos amarelos-lua-cheia de nome Pandora.Photobucket

Pouco sociável, a mulher não saia de casa nem mantinha amizades com as pessoas do lugar. Recebia na porta e pagava na hora pão e leite que seu Antônio Padeiro enviava todas as manhãs. No início de cada mês, os mantimentos para sua sobrevivência eram entregues pelo Armazém de Seu Coriolano.Fora isso, tinha aquele furgão cinza-fumaça que de quinze em quinze dias vinha com homens vestidos de macacões verde-esperança-desbotada. Entravam na propriedade, deixavam umas caixas azuis-céus-do-amanhecer e saiam com outras caixas bem pesadas, vermelhas-nariz-de-palhaço. Colocavam tudo no carro e partiam como chegavam.

- Aquilo tudo era um grande mistério para um lugar tão pequeno e precisava ser desvendado, diziam as crianças entre si. Ficou decido: na próxima vez que viessem os homens, iam descobrir o que continham aquelas caixas... Sabe-se lá o que Dona Bruxa estava mandando nelas para fora da cidade!...
Photobucket
Na quinzena seguinte, quando o furgão parou na porta de Dona Bruxa, a meninada ficou de tocaia. Deixou entrarem as caixas azuis-céus-do-amanhecer... Quando começaram a trazer as vermelhas-nariz-de-palhaço, uma multidão de crianças cercou os homens. Assustados eles deixaram cair ao chão as caixas de onde espalharam-se na calçada da rua - aos lotes - compotas de frutas de muitos sabores, sabonetes, perfumes e cremes artesanais de ervas... Sim: Dona Bruxa era doceira e pequena empresária de cosméticos!

Conto Infantil_ A Bruxa Má

Photobucket






Conto infantil para adultos: A bruxa má






Era uma vez uma bruxa má que queria ser boa. Tinha um sonho em que era assim: muito boa, muitíssimo boa. Nesse sonho, o seu rosto não era tão feio nem tão severo, parecia até mais leve e feliz, e portanto, mais novo, mais bonito. Quando acordava, a bruxa má queria ser verdadeiramente boa, chegava mesmo a ter boas intenções, boas ideias, boas maneiras. E fazia planos concretos para praticar o bem na floresta e trazer a felicidade aos homens, aos animais, aos frutos, às árvores e ao rio, que eram tudo quanto conhecia no mundo. Mas infelizmente, mal se levantava da cama, a bruxa era má, profundamente má, pior que as cobras e os lagartos. Batia nos animais, arrancava cabelos às árvores, cozinhava coisas malignas num enorme tacho, rogava pragas a certos homens e ria-se poderosa, soltando a sua maldade para o mundo.
Ora, certo dia, passou pela floresta um
Photobucket monge que montava um cavalo branco. Ia a caminho do seu mosteiro, mas infelizmente nunca o monge chegou ao seu destino, porque à sua frente surgiu a bruxa má que queria aprender a ser boa. O monge disse, Eu te ajudarei a seres boa, mas, assim que o homem bom desceu do cavalo branco, a bruxa má transformou-o num esquilo, ficando-lhe com a sua veste negra de monge cristão, que



muitíssimo bem servia para indumentária de bruxa má.

Arrependida do seu acto, a bruxa má, que tanto queria aprender a ser boa, pediu desculpa ao esquilo, mas este desatou a correr pela floresta e desapareceu. O cavalo também tentou fugir mas, ao contrário do esquilo, que era pequeno e castanho, via-se bem ao longe, por isso a bruxa má apressou-se a lançar-lhe um feitiço, que era o de nunca mais relinchar. O cavalo ficou mudo para sempre. A bruxa má atirou então a sua gargalhada furiosa e voltou para casa.
Mais tarde, enquanto preparava alguns legumes no seu wok, a bruxa má teve pena do cavalo e ficou chateada consigo própria por lhe ter tirado a voz. Para mal dos seus pecados, já não havia nada a fazer, dado que os seus feitiços, por serem tão cruéis, não tinham emenda.
Encolheu os ombros e comeu em silêncio. Não propriamente triste. Não propriamente alegre. Talvez ligeiramente desconfortável por ser tão má.
Photobucket

Moral da história: O ser tem muita força. O querer não tem tanta. Na vida ganha o mais forte. Conforme dita a natureza.


Músicas da Toca


MusicPlaylistView Profile
Create a playlist at MixPod.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...