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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Baba Yaga-A Bruxa da Natureza-Conto Russo

 Baba Yaga
Conto Russo



Um viúvo se casou com uma mulher muito malvada, que odiava a filha dele. Um dia, estando sozinha com a enteada, a madrasta lhe ordenou: “Vá até a casa de minha irmã e peça emprestado um carretel de linha”. A irmã da madrasta era Baba Yaga Pernafina, a bruxa que morava na floresta, numa cabana sustentada por pernas de galinha. Quando a menina chegou lá e pediu o carretel, Baba Yaga falou: “Vou procurar em meus guardados. Enquanto isso, teça um pouco para mim”. A filha do viúvo se pôs a tecer, e um segundo depois ouviu a bruxa ordenar à empregada: “Ferva água e dê um banho em minha sobrinha, pois quero comê-la no café da manhã”. Esforçando-se para não perder a calama, a menina esperou a criada aparecer na varanda e lhe suplicou que não fevesse a água; em troca lhe deu um lindo lenço de cabeça. Pouco depois Baba Yaga ordenou ao gato: “Arranque os olhos de minha sobrinha”. O gato, porém, ganhou da menina um pedaço de presunto e lhe deu um pente e uma toalha. “Fuja”, falou. “Se perceber que Baba Yaga está em seu rastro, jogue essa coisa para trás”. A filha do viúvo saiu correndo. Os cachorros da bruxa a seguiram, arreganhando os dentes, mas ela os acalmou com um pouco de pão. Chegando ao portão, só conseguiu abri-lo depois de despejar algumas gotas de óleo nas dobradiças. Ao sair, viu-se presa nos galhos de um velho pinheiro; afastou-os com determinação e os amarrou com uma fita para que a deixassem passar. Enquanto isso o gato trabalhava no tear. “Você está tecendo?”, Baba Yaga perguntava a todo instante, lá de dentro. “Sim, titia”, o bichano respondia. Desconfiada, a bruxa foi ver o que estava acontecendo na varanda. Ao constatar que a menina escapara, bateu no gato sem dó nem piedade. “Você nunca me deu sequer uma espinha de peixe, mas sua sobrinha me presenteou com um pedaço de presunto”, disse ele. Espumando de raiva, Baba Yaga bateu na empregada, nos cachorros, no portão, no pinheiro, e todos afirmaram que sua sobrinha os tratara muito melhor que ela. Cansada de ouvir a mesma história, a bruxa montou seu pilão mágico como se fosse um corcel e, usando o socador como açoite, partiu ao encalçço da fugitiva. A menina percebeu sua aproximação e jogou para trás a toalha, que no mesmo instante se transformou num rio caudaloso. Mais furiosa ainda, pois não podia atravessar aquela torrente, Baba Yaga voltou para casa, reuniu seus bois e mandou que bebessem toda a água do rio. Feito isso, passou para o outro lado e continuou em sua feroz perseguição. Ouvindo-a bufar em seu rastro, a fugitiva jogou para trás o pente, que se converteu numa densa floresta. Estimulada pela raiva, a bruxa tratou de abrir caminho com os próprios dentes, roendo troncos e galhos. De nada lhe valeu o esforço, pois, quando conseguiu sair da floresta, a menina já estava em sua casa, com a porta bem trancada. Depois disso o viúvo expulsou a esposa malvada e viveu em paz com a filha até o fim de seus dias.
Veja abaixo uma em video de Baba Yaga nos dias atuais,  achei bem legal:

Sobre Baba Yaga:
Baba Yaga (em russo: Баба-Яга), é, no folclore eslavo, a mulher selvagem de idade; a bruxa, e amante da magia. Ela também é visto como um espírito da floresta, levando hostes de espíritos. É uma mulher velha e ossuda que viaja pelos céus montada em um almofariz. Os rastros que deixa, apaga com uma vassoura. Mora em uma casa móvel, com patas de galinha, cuja fechadura é uma boca cheia de dentes. Isaac Bashevis Singer descreveu Baba Yaga com um nariz vermelho arrebitado (apesar de alguns escritores comentarem um nariz azul), com narinas largas e ardentes, olhos em chama como carvão em brasa e com cardos a sair do crânio em vez de cabelos. Singer referiu também a existência de babas menores e de pequenos demônios chamados dziads.

Ajuda os puros de coração e devora os impuros.

Baba Yaga e Lubachka-Conto Russo

Baba Yaga e Lubachka
Conto Russo

Havia um homem cuja mulher morrera e deixara uma pequena filha chamada Lubachka. O pai de Lubachka amava-a ternamente, mas, como era mercador, ele freqüentemente viajava para longe. Em uma dessas viagens, ele encontrou uma bela mulher e casou-se com ela, esperando que ela se tornasse uma segunda mãe para a menina.

A nova mulher era gentil com a menina quando o pai estava por perto, mas secretamente a odiava, e a maltratava quando ele estava viajando. Finalmente, decidiu livrar-se de Lubachka de uma vez por todas. Ela ordenou que a menina fosse até a floresta para visitar a irmã da madrasta, para pedir emprestada uma agulha especial que usaria para costurar uma camisa para a pequena.

Isso pareceu suspeito a Lubachka, então ela concordou em ir, mas primeiro foi visitar sua tia, irmã de sua mãe morta. Sua tia disse à garota que ela estava indo visitar a Baba Yaga, uma horrível bruxa que comia crianças. Como havia prometido ir, ela devia ir, mas sua tia daria tudo que ela precisaria para sobrevirer. Assim dizendo, deu a sua sobrinha uma fita vermelha, uma garrafa de óleo de girassol, uma fatia de pão fresco e um pedaço de presunto. Então Lubachka continou seu caminho.

Finalmente, ela chegou à casa da Baba Yaga, uma isbá que dançava no alto de duas pernas de galinha gigantes. Em torno da casa, havia uma cerca de ossos humanos, e no alto de cada uma havia uma caveira. Lubachka se aproximou da casa, que parou de dançar para deixá-la entrar. Do lado de dentro, ela encontrou a velha feiticeira trabalhando num tear, e era tão terrível quanto sua tia dissera.

Lubachka disse à feiticeira por que fora a sua case, e Baba Yaga sorrira, mostrando seus dentes de ferro, e disse que ia buscar a agulha. Um grande gato sentou-se na frente da menina mantendo um olho nela, e, enquanto isso, Baba Yaga mandou sua criada preparar um banho para Lubachka, para que ela estivesse bonita e limpa quando a bruxa decidisse comê-la. Ouvindo isso, Lubachka percebeu que teria de agir rápido. Ela subornou a criada, para que jogasse fora o fogo sob a água, dando a ela um lenço. Subornando o gato com o presunto dado por sua tia, Lubachka descobriu que o pente e o cobertor da bruxa eram mágicos e poderiam ajudá-la a fugir. Apoderando-se deles, ela escapou da isbá, e quando os cães que estavam no pátio saíram atrás dela, Lubachka atirou-lhes o pão fresco, e eles a deixaram passar. Quando alcançou o portão, ele começou a fechar-se, mas a menina pôs óleo em suas dobradiças, e ele abriu-se de novo. Finalmente, as bétulas do portão tentaram agarrá-la com seus galhos, mas Lubachka usou a fita de sua tia para amarrá-las uma na outra.

Quando a Baba Yaga voltou para ver a garota, percebeu que ela havia fugido. Ela acusou o gato de traí-la, mas o gato respondeu que, em todos os anos em que vivera com a bruxa, ela nunca dera a ele mais que um osso, enquanto Lubachka dera-lhe um pedaço de presunto. Baba Yaga correu pelo pátio e viu os cães comendo o pão contentes, e começou a repreendê-los, mas eles responderam o mesmo que o gato. O mesmo aconteceu com o portão, as bétulas e a criada. Baba Yaga apenas ralhava ou abusava deles, mas Lubachka dera-lhes presentes, por isso eles a deixaram passar.

Baba Yaga começou a caçar a garota, mas Lubachka atirou o cobertor, e ele se tornou um largo rio que a feiticeira não podia cruzar. A bruxa voltou com seus bois, que beberam o rio até que ficasse seco, e então ela recomeçou a caçada. Dessa vez, Lubachka atirou o pente, que se tornou uma floresta densa, tão densa que os dentes de ferro da Baba Yaga não podiam mastigá-la. Derrotada, a bruxa voltou para casa.

Quando a menina chegou em casa, percebeu que seu pai havia retornado para casa e estava sentado para o jantar. Freneticamente, Lubachka contou a ele tudo que acontecera, e seu pai ficou furioso. Ele perseguiu sua mulher até a floresta, onde os lobos a morderam até ficar em frangalhos. Então ele e Lubachka viveram felizes para sempre.

fontes:
http://www.bazardaspalavras.com.br/orange/kazan/fada/baba.htm

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vasilisa,A Bela- Baba Yaga-Conto Russo



Vasilisa,A Bela-Conto de Baba Yaga
Conto Russo



Um comerciante teve, por sua primeira esposa, uma filha única, que era conhecido como Vasilisa ("Βασίλισσα", que significa rainha em Grego) The Beautiful. Quando ela tinha oito anos, sua mãe morreu. Em seu leito de morte, ela deu Vasilisa de madeira pequena boneca com instruções para dar-lhe um pouco para comer e para beber um pouco se ela estivesse em necessidade, e então ele iria ajudá-la. Assim que sua mãe morreu, Vasilisa deu-lhe um pouco a bebida e um pouco para comer, e confortá-la.

Depois de um tempo, seu pai se casou com uma mulher com duas filhas. Sua madrasta foi muito cruel com ela, mas com a ajuda da boneca, Vasilisa foi capaz de executar todas as tarefas impostas a ela. Quando os homens jovens chegaram a cortejar, a madrasta rejeitou todas elas, porque não era apropriado para os mais jovens para se casar antes da mais velha, e nenhum dos pretendentes desejava se casar com irmãs Vasilisa é.

Um dia, o comerciante teve que embarcar em uma viagem. Sua mulher vendeu a casa e mudou-se todos eles para uma cabana triste pela floresta. Um dia, ela deu a cada uma das meninas uma tarefa e colocar para fora todos os fogos, exceto uma única vela. Sua filha mais velha, em seguida, colocar para fora a vela, quando então eles mandaram Vasilisa para buscar luz Baba Yaga'S cabana. A boneca a aconselhou a ir, e ela foi. Enquanto ela estava caminhando, um homem misterioso andava por ela nas primeiras horas da madrugada, vestida de branco, montado num cavalo branco, cujo equipamento era todo branco, em seguida, um piloto semelhantes em vermelho. Ela veio para uma casa que ficava nos pés de galinha e foi emparedada por uma cerca feita de ossos humanos. Um cavaleiro negro, como os pilotos branco e vermelho, montou o seu passado, ea noite caiu, quando então as órbitas dos crânios tornou-se luminoso. Vasilisa estava assustada demais para fugir, e assim por Baba Yaga encontrou-a quando ela chegou em sua argamassa.
Baba Yaga disse que ela deve executar tarefas para ganhar o fogo, ou ser morto. Para a primeira tarefa, Vasilisa foi para limpar a casa e quintal, a ceia cozinhar, e escolher os grãos pretos e ervilhas selvagens de uma medida de quarto de trigo. Baba Yaga esquerda, e Vasilisa cozido, enquanto a boneca fez tudo o resto. Ao amanhecer, o cavaleiro branco passou; no ou antes do meio dia, o vermelho. Como o cavaleiro negro montou passado, Baba Yaga voltou e podia se queixar de nada. Ela ordenou que três pares de mãos desencarnadas aproveitar o grão para moer, e lhe Vasilisa as mesmas tarefas para o dia seguinte, com a adição de limpeza sementes de papoula que havia sido misturado com sujeira. Mais uma vez, a boneca fez tudo, mas cozinhar a refeição. Baba Yaga definir a três pares de mãos para pressionar o óleo das sementes de papoula.

Vasilisa perguntou sobre as identidades dos pilotos e foi dito que o branco era Dia, O vermelho do Sol, Eo preto Noite. Outros detalhes não são explicados, com base em que Baba Yaga preferiu manter em segredo. Em troca, Baba Yaga perguntou sobre a causa do sucesso do Vasilisa. Ao ouvir a resposta "com a bênção da minha mãe", Baba Yaga envia para casa Vasilisa com uma caveira lanterna para fornecer luz para o passo-família, apenas para descobrir que, uma vez que enviá-la para fora em sua tarefa, sem velas ou fogo acende-se sua casa. Mesmo as lâmpadas e velas trazidas de fora snuff para fora o segundo são transportados ao longo do limite. Madrasta a luz queima Vasilisa e irmãs a cinzas, e Vasilisa enterra o crânio como por suas instruções para que nenhuma pessoa jamais seria prejudicado por isso.

Mais tarde, torna-se Vasilisa assistente de um fabricante de pano na cidade da Rússia capital, onde ela torna-se tão hábil em seu trabalho que o czar se percebe sua habilidade, ele mais tarde se casa com Vasilisa.









Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Vasilisa_the_Beautiful

A Princesa Sapo-Baba Yaga-Conto Russo

A Princesa Sapo
Conto Russo
Há muito muito tempo havia um rei que tinha três filhos. Quando eles chegaram a uma certa idade, o rei chamou-os e disse: "Meus queridos jovens, quero que vocês casem para que possa ver meus netos antes de morrer." E seus filhos replicaram: "Muito bem, Pai, dê-nos sua bênção. Com quem devemos casar?"
"Cada um de vocês deve tomar uma flecha, ir até a campina e atirá-la. Quando a flecha cair, ali estará seu destino."
Então os filhos se curvaram diante do pai, e cada um tomou uma flecha e foi a campina executar o que tinha sido determinado.
A flecha do mais velho caiu nos domínios de um nobre, e a sua filha apanhou-a. A flecha do filho do meio caiu no quintal de um mercador, e a sua filha apanhou-a. Mas a flecha do mais jovem, príncipe Ivan, voou e foi-se para lugar desconhecido. Ele caminhou em sua busca, e já estava quase desistindo quando encontrou um sapo sentado com a flecha em sua boca. O príncipe Ivan disse: "Sapo, sapo, devolva minha flecha."
E o sapo replicou: "Case comigo!"
"Como eu posso casar com um sapo?"
"Case comigo, este é o seu destino."
Príncipe Ivan estava muito desapontando, mas o que ele poderia fazer? Ele juntou o sapo e encaminhou-se para casa. O Rei celebrou os três casamentos: seu filho mais velho com a filha do nobre, seu filho do meio com a filha do mercador e o pobre príncipe Ivan com o sapo.
Um dia o Rei chamou os filhos e disse: "Quero ver qual de minhas noras é mais hábil com a agulha. Deixe que cada uma me faça uma camisa."
Os filhos se curvaram em direção ao pai e saíram. Príncipe Ivan foi para casa e sentou-se numa poltrona, muito desconsolado. O sapo apareceu pulando no chão e disse-lhe: "Por que está tão triste, Príncipe Ivan? Está com algum problema?"
"Meu pai quer que você lhe faça uma camisa para amanhã de manhã."

Disse o sapo: "Não desanime, príncipe Ivan. Vá para a cama; a noite é mãe dos conselhos." Então príncipe Ivan foi para a cama e o sapo esperou que ele fechasse a porta, tirou sua pele de sapo e transformou-se em Vasilisa a sábia, uma donzela com formosura além de qualquer comparação. Ela bateu suas mãos e exclamou: "Criadas e amas, estejam prontas para trabalhar! Amanhã de manhã quero uma camisa como meu próprio pai usaria!"
Quando Príncipe Ivan levantou-se na manhã seguinte, o sapo estava novamente no chão, e numa mesa, enrolada numa fina toalha, a camisa. Príncipe Ivan ficou encantado. Ele apanhou a camisa e levou-a ao seu pai. Ele encontrou o Rei recebendo os presentes de seus outros filhos. Quando o mais velho entregou a camisa o Rei disse: "Essa camisa será de um dos meus empregados"; quando o do meio entregou o Rei disse: "Esta é boa somente para o banho". Príncipe Ivan entregou sua camisa, finamente bordada em ouro e prata. O Rei tomou-a, olhou e disse: "Agora esta sim é a camisa! Eu a vestirei nas melhores ocasiões!"
Os dois irmãos mais velhos foram para casa e disseram um ao outro: "Parece que rimos antes da hora da esposa de Ivan - ela não é um sapo, e sim uma feiticeira."
Novamente o Rei chamou seus filhos: "Que suas mulheres me façam um pão para amanhã de manhã" ele disse. Quero saber qual delas cozinha melhor.
Príncipe Ivan retornou à sua casa muito triste. A sapa perguntou-lhe: "Por que está tão triste, príncipe?"
"O Rei quer que você lhe faça um pão para amanhã de manhã" replicou seu marido.
"Não se apoquente, Príncipe Ivan. Vá para a cama; a noite é a mãe de todos os conselhos."
As outras noras do rei que tinham rido da sapa na primeira vez, enviaram um velho criado para ver como a sapa fazia seu pão. . Mas a sapa era astuciosa e adivinhou o que elas queriam. Elas misturou a massa, quebrou os ovos, colocou água, fez uma meleca e colocou no forno. O velho criado correu de volta para as outras esposas e disse-lhes o que tinha visto a sapa fazer.
Então a sapa esperou que todos se afastassem e se transformou em Vasilisa a Feiticeira, bateu palmas e gritou: "Criadas e amas, estejam prontas, trabalhem logo! Amanhã pela manha quero um pão tão leve e branco como jamais nenhum ser humano tenha experimentado."
Príncipe Ivan acordou pela manhã e encontrou sobre a mesa um pão que lhe pareceu o melhor que já tivesse provado, todo enfeitado com belas figuras, que ele levou imediatamente ao seu pai. O rei, ao experimentar o pão levado por Ivan, exclamou: "Isso é o que chamo de pão! É tão bom que só serve para ser comido nos feriados!"
E o Rei determinou que seus filhos trouxessem, no dia seguinte, suas esposas para um banquete. Príncipe Ivan tornou-se sombrio novamente. A sapa, vendo-o assim, perguntou: "Por que a tristeza, príncipe Ivan? Seu pai foi grosseiro com você?"
"Sapa, minha sapinha, como você poderia me ajudar? Meu pai quer que eu leve você ao banquete, mas como pode você aparecer diante do povo como minha esposa?"
"Não se amofine, Ivan," disse a sapa. "Vá para a festa sozinho que eu vou depois. Quando você ouvir uma batida e um estouro, não tenha medo. Se lhe perguntarem, diga que somente é sua Sapinha pulando na caixa."
Então foi o príncipe Ivan, sozinho. Seus irmãos mais velhos levaram as esposas, maquiadas e vestidas com roupas finíssimas. Eles aproveitaram para gozar de Ivan: "E então, Ivan, não trouxe a sua esposa? Você poderia tê-la embrulhado num lenço. Você não deveria deixá-la sozinha por aí, com tanta beleza. Deve procurá-la no pântano!"
O Rei e seus filhos e noras e todos os convidados começaram o banquete. De repente, houve uma batida e um estouro que foi ouvido em todo o palácio. Então o príncipe Ivan disse: “Não tenham medo, boa gente, é apenas minha sapinha passeando em sua caixa.”
Foi quando uma carruagem dourada, puxada por seis cavalos brancos parou em frente ao palácio e Vasilisa, a Feiticeira, num vestido azul-turquesa clamado de estrelas e com uma lua sobre sua cabeça, tomou Ivan pela mão e levou-o até a mesa do banquete.
Os convidados começaram a comer, beber e se divertir. Vasilisa bebeu de seu copo e derramou as sobras em sua luva esquerda. Então comeu e colocou os ossos na luva direita. As esposas dos príncipes mais velhos viram-na fazendo isso e imitaram seus gestos.
Quando a comilança acabou, era hora da dançar. Vasilisa convidou Ivan,e ambos dançaram e rodopiaram, sob os olhares admirados de todos. Ela sacudiu então sua luva esquerda e... apareceu um lago! Ela sacudiu a luva direita e cisnes começaram a nadar no lago. O Rei e seus convidados ficaram impressionados com tal maravilha.
Então as noras do rei foram dançar. Elas sacudiram uma das luvas, mas apenas vinho caiu sobre os convidados; sacudiram a outra, mas apenas ossos roídos caíram, sendo o Rei atingido na testa por um.
Enquanto isso, Ivan correu de volta para casa. Ele encontrou a pele do sapo e jogou-a no fogo. Quando Vasilisa voltou para casa, procurou a pele mas não conseguiu achá-la. Triste, falou a Ivan: “O que você fez? Tivesse esperado mais alguns dias, eu seria sua para sempre. Mas agora, adeus. Procure-me além das Trinta e Nove Terras, no Décimo Reino, onde Koshchei, o Imortal, vive.” Dizendo isso, transformou-se num cuco cinza e voou pela janela. Príncipe Ivan, desesperado, partiu em busca de sua esposa, Vasilisa. Caminhou, caminhou, que os seus sapatos perderam as solas, e sua túnica se rasgou, e sua capa não mais o protegia da chuva. No caminho, encontrou um homenzinho, muito muito velho.
"Bom dia, meu rapaz”, disse o velhinho. "Onde estás indo e qual a tua missão?”
Príncipe Ivan contou-lhe o acontecido.
"Ah, por que queimaste a pele, Ivan?" disse o velho.  "Ela não era sua nem era seu direito fazê-lo. Vasilisa ficou tão sábia quando seu pai, e por isso ele se enraiveceu e transformou-a em sapo por três anos. Ah, bom, mas não vai ajudá-lo agora. Pegue esse rolo de barbante e siga para o local que ele desenrolar.”
Ivan agradeceu ao homenzinho e seguiu a bola de barbante. Num campo aberto, ele encontrou um urso. Ivan estava pronto a matá-lo quando ouviu-o falar em voz humana: “Não me mate, príncipe Ivan, pois talvez precises de mim um dia."
Ivan então deixou o urso partir. Subitamente ele viu um marreco voando sobre sua cabeça. Pegou sua arma e, quando foi atirar, ouviu o marreco falar com voz humana: “Não me mate, Ivan, pois talvez precises de mim um dia.”
Ele poupou o pato e se foi.  O mesmo aconteceu em seguida, só que com uma lebre e mais uma vez ele poupou a vida do animal.
Caminhando ainda, Ivan chegou ao mar e viu um lúcio debatendo-se na areia. “Ah, príncipe Ivan”, disse o peixe, “jogue-me de volta ao mar.”
Então, ele jogou o peixe de volta na água e continuou seguindo a bola de barbante, indo parar numa floresta, onde encontrou uma cabana de madeira. Lá, estava sentada Baba-Yaga,  a bruxa, com uma vassoura na mão. Quando ela viu Ivan, disse: "Ugh, ugh, sangue russo, nunca encontrado por mim, agora eu sinto cheiro na minha porta. Quem é? ? Onde está?”
"Você poderia me dar comida e bebida e  um banho de vapor antes," retorquiu Ivan. Então Baba-Yaga deu-lhe um banho de vapor, alimentou-o e colocou-o na cama. Então o Príncipe Ivan perguntou-lhe sobre sua mulher, Vasilisa a sábia.
"Eu sei, eu sei,"disse Baba Yaga. "Sua esposa está agora sob o poder de Koshchei, o Imortal. Vai ser duro trazê-la de volta. Koshchei não é páreo para você. As morte está na ponta de uma agulha. A agulha está num ovo. O ovo está num pato. O pato está numa lebre; a lebre num cofre; o cofre no topo do mais alto carvalho que Koshchei, o Imortal, s guarda como olhos de águia."
Ivan passou a  noite com Baba-Yaga, e, pela manhã, ela mostrou o caminho até o carvalho. Ele caminhou, caminhou, e chegou até carvalho, onde viu o cofre de pedra n topo. Mas era muito difícil de atingir.
De repente, surgiu um urso e, jogando-se sobre a árvore, sacudiu-a de tal forma que o cofre caiu, quebrou e se abriu. Do cofre saiu uma lebre que partiu numa corrida. A outra lebre, cuja vida o príncipe havia poupado, disparou atrás da primeira e capturou-a. De dentro dela saiu um pato, que partiu como uma flecha pelo ar. Mas em seguida o pato, cuja vida Ivan havia poupado, partiu em sua perseguição, e o fez soltar o ovo, que caiu no mar.
Ivan caiu em prantos. Como poderia achar o ovo no mar? Neste momento o lúcio, salvo por Ivan, nadou até a borda da praia com o peixe em sua boca. Ivan quebrou o ovo, pegou a agulha e quebrou sua ponta. Não demorou muito para Koshchei curvar-se e gritar, mas tudo em vão. Caiu morto.
Ivan correu até o castelo de pedras brancas. Vasilisa correu em sua direção, abraçando-o, beijou-o. E príncipe Ivan e Vasilisa voltaram para sua própria casa e viveram em paz e felicidade até a velhice.
 
Fontes:

http://members.fortunecity.com/gafanhota/russia.htm


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