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sábado, 31 de dezembro de 2011

A Lenda da Sereia Yara

Yara
A rainha das Águas
(Tupi)

Yara, a jovem Tupi, era a mais formosa mulher das tribos que habitavam ao longo do rio Amazonas. Muito atraente, com longos e negros cabelos, tinha um sorriso meigo e sensual. Mantinha-se, entretanto, indiferente aos admiradores, preferindo sua liberdade. Caminhava pela floresta e pelas areias brancas dos rios, envolvendo-se constantemente em suas águas claras. Por sua doçura, todos os animais e as plantas a amavam.
          Numa tarde de verão, mesmo após o Sol se pôr, Yara permanecia no banho, quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos. Tinham longas barbas, usavam roupas pesadas, botas e chapéus. Falavam uma língua desconhecida e pareciam muito agressivos. Sem condições de fugir, a jovem foi agarrada e amordaçada, não podendo se livrar daquelas mãos rudes, que tocam todo o seu corpo. Acabou por desmaiar, sendo, mesmo assim, violentada e atirada ao rio.
          O espírito das águas, com pena da jovem, transformou o corpo de Yara num ser duplo. Continuaria humana da cintura para cima, tornando-se peixe no restante. Assim, permaneceria bela, e poderia ao mesmo tempo viver no rio eternamente, como uma sereia de água doce.
          Yara passou a entender os pássaros e a conversar com os peixes, e como as sereis, com seu canto e beleza atraía os homens de maneira irresistível.
          Ao verem a linda criatura, eles se aproximam dela, que os abraça e os arrasta às profundezas, de onde nunca mais voltam.




Origem da Lenda




A Iara

Os cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história. No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, pescando, Ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numa tarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.

Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima.

Origem: Européia com versões dos Indígenas, da Amazônia.



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Fontes:

http://andreacosta.arteblog.com.br/501193/LENDAS-IARA/

http://carmemdevas.arteblog.com.br/r32741/Lendas-e-Mitos-dos-Indios-Brasileiros/

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Lenda do Uirapuru(Amazônia)



O UIRAPURU (AMAZÔNIA)




Duas índias muito amigas, viviam andando juntas para todos os lados, desde o amanhecer até ao entardecer. Um dia as duas viram um jovem cacique, muito bonito, e ambas se apaixonaram por ele, sem dizer nada uma à outra. Apenas deram a entender que estavam apaixonadas, mas sem dizer por quem. O tempo foi passando até que um dia revelaram a verdade uma à outra, sendo que ambas ficaram estupefatas com o fato de amarem o mesmo homem. Decidiram que deixariam o cacique decidir, e a preterida se conformaria. A história do amor das duas se espalhou pela aldeia, e os mais velhos resolveram perguntar ao cacique qual das duas ele amava. O cacique, envergonhado, respondeu que gostava das duas. Como não era permitido casar-se com as duas, ficou decidido que haveria um concurso de arco e flecha entre as duas no dia seguinte. No dia seguinte, o cacique avisou que aquela que conseguisse acertar a ave indicada por ele, em pleno vôo, se tornaria sua esposa. Quando uma ave muito branca passou voando alto, o cacique disse: - É essa! As duas atiraram, mas somente uma acertou. A que perdeu parecia conformada, mas aborrecida. O casamento foi realizado. A índia que perdeu foi ficando cada vez mais triste. Procurou um lugar distante e começou a chorar. Chorou tanto, que suas lágrimas se transformaram num riacho. Tupã, ao perceber tanta tristeza, aproximou-se, e a moça contou-lhe tudo. Tupã lembrou-lhe que saber perder é uma vitória, ao que a moça lhe disse que o que mais a afligia era a saudade que sentia da amiga e do cacique, mas que não tinha coragem de vê-los, pois perceberiam sua tristeza. Perguntou a Tupã se não podia transformá-la em pássaro, pois assim poderia observá-los sem que eles soubessem. Compadecido, Tupã fez-lhe a vontade, e no lugar em que a moça estava surgiu um passarinho de aparência tão simples, que não chamava a atenção. O pássaro voou até a oca do cacique, e ficou ainda mais triste ao vê-los tão felizes. Tupã compadeceu-se novamente, chamou o passarinho e lhe disse: - De agora em diante, você será o uirapuru. Seu canto será tão bonito que a fará esquecer a própria tristeza. Quando os outros pássaros a ouvirem, não resistirão, e ficarão em silêncio. E assim é, até hoje: quando o uirapuru canta, os pássaros em volta se emudecem para ouvir seu belíssimo canto...





Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1729166-lendas-brasileiras-uirapuru-amaz%C3%B4nia/#ixzz1i2DpqAPW

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Lobisomem(Lenda do Sertão)

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LOBISOMEM 
 Lenda do Sertão

Dizem pelos sertões que a aparência de um lobisomem é assustadora. Uns dizem que ele parece um cão. Negro, de olhos vermelhos, com orelhas pontiagudas, caninos e unhas enormes. Outros dizem que ele é como um porco. Peludo, com olhar ameaçador e grandes dentes afiados saindo pela boca. E todo mundo pode virar lobisomem: se tivermos o azar de sermos a sétima pessoa a deitar num lugar em que o bicho se deitou ou se formos o sétimo filho de um casal. Quando a pessoa vira lobisomem sente-se um bocado esquisito nas noites de lua cheia, especialmente às sextas-feiras. Em noites assim, a pessoa-lobisomem fica inquieta não suporta ficar em casa ou em qualquer outro lugar fechado e sai pelo mundo, desnorteada e se passar por uma encruzilhada é que a coisa acontece: a pessoa-lobisomem cai no chão, se contorce, rosna e aos poucos se transforma em uma fera terrível, a correr desembestada, percorrendo, da meia-noite às duas da manhã, sete cemitérios ou sete vales ou sete outeiros ou sete encruzilhadas e, ai Jesus, se encontrar pelo caminho um leitãozinho, cachorro ou criança. Lobisomem tem sede de sangue!

Se você, numa noite dessas, der de cara com um lobisomem por aí, só tem um jeito de se defender: ferir a besta com uma espingarda carregada com balas untadas na cera de uma vela que foi acesa durante três missas dominicais ou, melhor ainda, na cera de uma vela que foi utilizada na Missa do Galo (aquela que acontece no Natal). É tiro e queda! Ferido com balas bentas o bicho vira homem novamente. O primeiro lobisomem que chegou ao Brasil chamava-se Pedro Gonçalves, ou melhor, ninguém sabia ao certo se era lobisomem ou não. Uns diziam que era, outros que nãoera... bem, vou contar o que sei sobre ele e você tire as suas próprias conclusões... Dizem que Pedro Gonçalves fora um próspero comerciante em Lisboa que por causas desconhecidas deixara tudo: mulher, filhos e propriedades para morar no Brasil. É certo que acumulou um bom dinheiro para a viagem, pois assim que chegou comprou um pequeno sítio, muito ajeitado, onde se ocupava em tratar de uma horta que soube tornar variada e farta. Pedro era um homem muito peludo, suas sobrancelhas espessas, ligavam-se uma à outra e possuía uma barba cerrada e negra. Talvez, fosse a sua grave aparência, aliada ao seu caráter reservado, o que tenha iniciado as suspeitas de que seria vítima e que os mexericos do povo só fariam aumentar. Eu, particularmente, tinha simpatia por ele. Era, sobretudo, um homem solitário. Via-o semanalmente fazer compras na cidade. Olhar seco, passos firmes, gestos calmos e no contato com as pessoas, por trás daqueles pêlos todos, revelava-se um homem polido e atencioso.
O fato de Pedro Gonçalves ser um sujeito quieto, que nunca falava de sua vida, acabou criando uma aura de mistério em torno dele. Sabe, no interior, todo mundo se conhece, uns sabem da vida do outro e não saber nada da vida de Pedro deixava muita gente incomodada e as pessoas falavam muito dele de forma que um comentário aqui, outro acolá acabaram tecendo um passado pra ele. Mas não bastavam os mexericos sobre seu passado, muito se falava sobre sua personalidade estranha, misteriosa. Diziam que Pedro evitava o sol e o calor, preferindo as sombras; que tinha a pele amarelada, que tinha uma sede insaciável, que não escovava os dentes, que havia fugido de sua terra, que odiava gatos, que não chupava sorvete... tanta coisa se falava sobre aquele homem que pareciam existir vários Pedros Gonçalves. Tá certo que depois que ele chegou, algumas coisas muito esquisitas começaram a acontecer. Se não sei até que ponto era invenção do povo.
Mas a família inteira da Dona Nenê garante que viu seu Pedro uivando no telhado e enterrando um osso no quintal. Seu Olavo, o sapateiro, disse certa vez, que Pedro Gonçalves tentou morder sua mão quando foi comprimentá-lo. E todos comentavam o dia em que um casal de turistas, que passara perto de sua casa, garantiu tê-lo visto desfigurado, com a fascie de um cão e que ele os havia perseguido com clara intenção de feri-los. Virou até caso de polícia.
Seu Pedro foi chamado à delegacia para prestar esclarecimentos. Ele disse que tudo não passara de uma brincadeira de assustar a que ele se entregava de modo a aliviar as tensões depois de um dia extenuante de trabalho. O casal de visitantes acabou indo embora e Pedro se safou com suas explicações. Aí a fofoca se tornou insuportável, não sei se foi isso que fez com que Pedro vendesse tudo o que tinha e ir embora da cidade, mas as pessoas diziam que ele foi pois era um Lobisomem e temia ser descoberto. Eu vi, numa clara manhã, Pedro ir embora da cidade. Parecia triste e abatido. Nunca mais voltou. Cá pra nós, que triste sina a de um lobisomem, não é? Mas tem um jeito de alterar o destino: é preciso ter coragem de ferir o bicho com um espinho fazendo-o sangrar.
Outro jeito é ficar de bituca, esperando o homem virar bicho e sair desembestado pelo mundo, pra pegar suas roupas abandonadas durante a metamorfose e queima-las. Agora, pra você não virar lobisomem, preste atenção no que vou dizer: tem gente ruim no mundo.
Tem gente ruim, capaz de muitas maldades. Tem pessoa lobisomem que gosta de ser lobisomem. Gente assim, quando presente que vai morrer, fica doidinho pra passar sua malfadada sina a alguém, por isso, quando estiver amparando um moribundo em seu leito de morte e essa pessoa olhar bem dentro dos teus olhos, como se quisesse ganhar sua alma e perguntar: "Tu Queres?" nunca respondas “- Eu quero.” Pode ser lobisomem. Acredite, se quiser!

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Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1680495-lobisomem/#ixzz1gNH1e8xN

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Salamandra do Jarau-Lenda Brasileira(Sul)

LENDAS BRASILEIRAS – A SALAMANDRA DO JARAU (SUL) 

Há vários séculos atrás, alguns mouros, fugindo da Espanha, chegaram ao sul do Brasil. Com eles traziam sua jovem Princesa transformada, por magia, numa velhinha, a fim de que não fosse reconhecida e aprisionada. Quando chegaram, quem os recebeu foi anhangá-pitã, o diabo. Eles lhe contaram toda sua história. O demônio disse que os ajudaria pois via ali um bom motivo para prejudicar as pessoas. Para começar, transformou a princesa numa salamandra de cabeça de pedra preciosa e mandou que ela fosse viver numa lagoa próxima. Depois, espalhou a notícia de que quem a visse poderia ter seus desejos realizados. O primeiro que chegou foi transformado no guardião e guia da Salamandra.O coitado ficou desesperado, mas anhangá-pitã disse-lhe: - O encanto somente será quebrado quando surgir alguém capaz de vencer todas as provas e, depois de conseguir realizar seu desejo, desistir dele. Quem quisesse participar teria que procurar o guardião, cumprir as provas, conhecer a salamandra e fazer seu pedido. Aparentemente simples, mas na prática as coisas não eram bem assim. A primeira prova era atravessar uma caverna escura cheia de cobras venenosas. Séculos se passaram, e ninguém conseguia passar nem pela primeira prova. O guardião foi perdendo as esperanças de se livrar do encantamento. Até que um dia, chegou um gaúcho de aparência muito decidida. Atravessou a caverna das cobras sem importar-se com as que estavam no solo, nem com as que caiam do teto. Na segunda prova, que era atravessar fogo, passou pelas labaredas como se nada fossem. Assim foi com as outras provas: vencia-as uma a uma, tranqüilamente. Ao término destas, foi cumprimentado pelo guardião que o levou à presença da Salamandra. Quando esta saiu da água, o guardião curvou-se a sua frente e disse as palavras rituais. Num estrondo, surgiu no lugar da Salamandra a bela Princesa moura, que falou: - Sua coragem tornou-o merecedor de um valioso premio. Diga-me o que mais deseja e será atendido prontamente. O gaúcho respondeu: - Não desejo nada. Queria somente competir. A Princesa ficou triste, e o guardião desiludido, pois se o moço não aceitasse alguma coisa e desistisse dela depois, o encanto jamais se desfaria.

A Princesa insistiu, mas ele não aceitou nada. De cabeça baixa, ela voltou à forma de Salamandra e retornou à lagoa. O gaúcho montou em seu cavalo e preparava-se para partir quando o guardião disse: - Quero que leve essa moeda de ouro como lembrança. Quando precisar de dinheiro segure-a dentro da bolsa que logo surgirão outras. Como se tratava de uma lembrança, o gaúcho não pode recusar. Pegou-a e partiu. Um dia, ao ver um poncho de que gostava muito, viu que não tinha dinheiro suficiente para comprá-lo. Lembrou-se então da moeda, e realmente o dinheiro apareceu. Acabou fazendo uso da moeda cada vez mais, e enriqueceu. Entretanto, ele não conseguia acostumar-se com a riqueza, as preocupações e compromissos associados a ela. Disse a si mesmo: - Rico, sou dono de algumas coisas. Pobre, o mundo me pertence. Vendeu tudo que tinha, distribuiu o dinheiro entre as pessoas necessitadas, e voltou à caverna para devolver a moeda ao guardião. Quando o guardião quis saber o motivo da devolução da moeda, o gaúcho disse que aprendeu a valorizar a vida simples e livre que tinha antes, e que a riqueza não era o que queria. O guardião, praticamente chorando de alegria, disse: - Ao devolver seu premio, o encanto foi quebrado. Chamou a princesa que ficou extasiada! Era o fim de uma prisão que já durava três séculos! Ao afastar-se. O gaúcho viu uma grande explosão na caverna, enquanto a lagoa fervia. Os dois jovens foramdesaparecendo aos poucos: estavam voltando para o seu tempo. Montou seu cavalo e seguiu rumo ao mundo...
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BASEADO EM “HISTÓRIAS E LENDAS DO BRASIL” – ED. APEL

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1734996-lendas-brasileiras-salamandra-jarau-sul/#ixzz1fiAOfjJC

sábado, 25 de junho de 2011

Lenda de Minas Gerais- A Lenda do Sino

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A Lenda do Sino
Lenda de Minas Gerais

POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, o lado histórico-religioso de Minas Gerais parece ter chegado também aos confins de Ibitipoca com razoável força. Em meio a tantas grutas e corredeiras, lá está o famoso Pião, no alto de uma montanha do parque. Íngreme a ponto da chuva ter destruído as trilhas de terra, o mirante ainda conserva escombros de uma pequena capela, construída no topo daquela montanha há cerca de 40 anos.

O padre do município de Lima Duarte viajava 30 quilômetros a cada três meses para rezar a missa. Após oito anos de funcionamento, a igrejinha foi destruída pela queda de um raio. Sobraram apenas alguns ladrilhos do piso sagrado e o velho altar de pedra, além da imagem de São Bom Jesus, padroeiro da cidadezinha. O santo foi levado para o arraial vizinho de Mogol. Os restos da igreja foram literalmente carregados pela erosão do tempo e do vento.

Conta a lenda que, logo após a destruição da igreja, o tilintar do sino pôde ser ouvido por vários dias em Ibitipoca. Todos acreditaram que o grande sino havia permanecido de pé. Entretanto, quando os moradores locais se dirigiram ao local para verificar o que havia acontecido, não havia vestígios do sino. Aliás, a peça nunca foi encontrada. Chegar até as ruínas implica uma caminhada de cinco horas de ida e volta. Para substituir os trabalhos da Igreja do Pião, foi então construída a Igreja da Matriz de Ibitipoca, localizada no centro da cidade.


Fontes:http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html

Lenda de São Sebastião-Mau Agouro


Mau Agouro

Lenda de São Sebastião
O POVO ACREDITA que se uma pessoa falando constantemente uma palavra infeliz, atrai as energias negativas. As palavras ditas geralmente são: desgraça, maldito, inferno e outras mais.
No Bairro de São Francisco, existia um homem chamado Zé Bastos que constantemente praguejava. Era um pescador muito corajoso que não tinha medo de nada. Toda madrugada era chamado pelo seu amigo Constantino para pescar.
Constantino todo dia chamava os pescadores, de casa em casa, para saírem para o mar. Certa noite de lua cheia, indo chamar Zé Bastos, que era mestre de rede, apareceu a sua frente um homem estranho. Por mais que Constantino andasse para alcançar o homem todo vestido de preto, a mesma distância continuava entre os dois. Estranho!
Saindo da rua principal, dobrando a esquina, o homem de preto ia na mesma direção de Constantino... estavam na rua do Fogo, perto da casa do Zé Bastos.
Quando Constantino chegou na frente da casa do amigo, a figura humana desapareceu. Melhor assim.
Zé Bastos gostava de ser chamado delicadamente, assim não perdia o bom humor. Sabendo idsso, Constantino olhou por um buraco na parede de barro, para chamá-lo, em voz baixa.
Meu Deus! O que é isso?
No quarto do Zé Bastos, estava o homem de negro com os dedos nos orifícios de seu nariz: parecia estar sufocando-o. Assustado, Constantino chamou o amigo aos gritos. Zé Bastos deu um pulo da cama, preparado para briga, meio acordado, não entendendo nada. O homem de negro sumira.
CONTAM QUE o homem de negro nada mais era do que a "desgraça" que tinha vindo buscar Zé Bastos, pois vivia chamando-a para levá-lo para o outro mundo. Nesta noite, veio buscá-lo para a morte, mas ele foi salvo pelo amigo Constantino.
Zé Bastos nunca mais praguejou.



Fontes: http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html
fontes:

Lenda-A Lagoa Sangrenta

Lenda do Rio Grande Sul

A Lagoa Sangrenta


UMA LENDA CONTADA há muitos anos, em nosso município, é a da noiva que aparecia na Lagoa Sangrenta. Durante a guerra de Anita que envolveu parte de nossa região que fazia divisa com o território do Rio Grande do Sul, aconteceu um fato curioso. Dois jovens muito apaixonados, mesmo sabendo que havia luta entre as tropas acontecendo nas ruas, resolveram casar-se num tal dia marcado.
Tudo preparado. Na noite do casamento, a noiva vestiu-se de branco e montada em um belo cavalo, partiu a caminho de seu amado. Porém, ao chegar perto de uma estrada onde havia uma lagoa, foi atacada pela tropa de guerreiros, que a confundiram com os inimigos. Essa tropa acabou por matá-la e seu corpo caiu na lagoa, deixando a água com a cor avermelhada de seu sangue: seu corpo sumiu entre a água e a escuridão.
Após esse dia, moradores da redondeza passaram a chamar essa lagoa de Lagoa Sangrenta. Mais tarde, pescadores que sempre ali pescavam começaram a ficar apavorados, pois afirmavam que, nas noites em que iam pescar, aparecia para eles a Noiva Vestida de Branco, montada em seu cavalo, acenando como se estivesse pedindo socorro.
Por muitos anos, essa lenda permaneceu em nossa cidade, sendo que nenhum pescador encorajava-se de ir pescar na Lagoa Sangrenta. Essa lenda é contada por antigos moradores dessa região e que, por muitos anos, viveram assombrados e com medo.

Fontes:http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html

segunda-feira, 14 de março de 2011

Boitatá-Lendas Brasileiras


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Boitatá
É um Monstro com olhos de fogo, enormes, de dia é quase cego, à noite vê tudo. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim, seus olhos cresceram. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. No Nordeste do Brasil é chamado de "Cumadre Fulôzinha". Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por onde passa, vai tocando fogo nos campos. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. Nomes comuns: No Sul; Baitatá, Batatá, Bitatá (São Paulo). No Nordeste; Batatão e Biatatá (Bahia). Entre os índios; Mbaê-Tata. O nome Boitatá é uma palavra de origem indígena,seu significado é : boia = cobra,e atatá = fogo, uma grande Cobra, transparente que incandescia como se estivesse queimando por dentro.É um fogo de cor azul-amarelado, que não queima o mato seco e nem tampouco esquenta a água dos rios, o fogo simplesmente rola, gira, corre, arrebentando-se e finalmente apagando-se. Origem Provável: É de origem Indígena. Em 1560, o Padre Anchieta já relatava a presença desse mito. Dizia que entre os índios era a mais temível assombração. Já os negros africanos, também trouxeram o mito de um ser que habitava as águas profundas, e que saía a noite para caçar, seu nome era Biatatá. É um mito que sofre grandes modificações conforme a região. Em algumas regiões por exemplo, ele é uma espécie de gênio protetor das florestas contra as queimadas. Já em outras, ele é causador dos incêndios na mata. A versão do dilúvio teve origem no Rio Grande o Sul. Uma versão conta que seus olhos cresceram para melhor se adaptar à escuridão da caverna onde ficou preso após o dilúvio, outra versão, conta que ele, procura restos de animais mortos e come apenas seus olhos, absorvendo a luz e o volume dos mesmos, razão pela qual tem os olhos tão grandes e incandescentes.
Fonte: Arte Educação

A LENDA
Há muito tempo atrás , uma noite se prorrogou muito parecendo que nunca mais haveria luz do dia.Uma noite escura como breu, sem estrelas, sem vento, e sem barulho dos bichos da florestas ,um grande silêncio. Os homens viveram dentro de casa, a comida começava a faltar, a lenha para manter o fogão a cesso começava a faltar, os braseiros se apagando e era preciso poupar a lenha.. Naquela escuridão fechada era impossível, até para os mais experientes dos homens criados na floresta conseguir caminhar por ela. A noite seguia sem ir embora.Na escuridão não se ouvia nada apenas um único canto ainda resistia era só o do Quero-Quero(espécie de Gavião),que de vez em quando cantava.Fora este pássaro, o silêncio predominava na aquela noite sem fim. Os dias passando e começou a chover muito, os campos foram sendo inundados , as lagoas não mais suportavam a capacidade de água e transbordaram inundando tudo, apenas uma pequenas coroas(pequena porção de arreia que permanece no rio, semelhante a uma ilha)restaram .Muitos animais foram morrendo. E uma grande cobra que vivia em repouso despertou, com fome, e passou a se alimentar dos olhos animais mortos,e a água foi baixando,e a cada hora mais olhos a cobra grande comia. E a cada olho que a cobra comia ficava com um pouco da luz do ultimo dia que os bichos tinham visto no último dia de sol, antes da noite grande que caiu. E devido a tanta luz que tinha ingerido, o seu corpo foi ficando transparente. A grande cobra já era vista e temida na região bem antes de se tornar a terrível boitatá, quando a virão depois do acontecimento da noite não a conheceram mais e julgando que era outra, chamam-na, desde então, de boitatá.E muitas vezes a boitatá rondou as rancheiras, faminta . E os homens, por curiosos,e com bastante medo olhavam pasmados, para aquele grande serpente, transparente clareando por onde passava. Com o passar de algum tempo, a grande cobra temida por todos a boitatá morreu de fraqueza, porque os olhos comidos encheram-lhe o corpo mas não lhe deram sustância.E foi então que a luz que estava presa escapou e o sol apareceu de novo,foi aparecendo devagar,primeiro clareando,sumindo as estrelas com o clarear, os raios foram a parecendo, em fim a bola de fogo surgiu no céu ,era o Sol que voltava a cumprir sua função de fazer o dia.
Fontes : Brasil Folclore / Arte Educação


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