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domingo, 12 de agosto de 2012

João Sem Medo-Conto dos Irmãos Grimm




João Sem Medo
Por: Irmãos Grimm
 
Era uma vez um pai que tinha dois filhos, o maior era calmo e prudente, e podia
fazer qualquer coisa. Mas o jovem era estúpido e não conseguia aprender nem
entender nada, e quando o povo o via passar diziam:
- Este rapaz dará problemas a seu pai.  Quando se tinha que fazer algo, era sempre o maior que tinha que fazer, mas se o
pai o mandava trazer algo quando era tarde ou no meio da noite, e o caminho o
conduzia através do cemitério ou algum outro lugar sombrio, reclamava:
- Ah, não, pai! não irei, me dá pavor - pois tinha medo.
Quando se contavam historias ao redor do fogo que colocava a carne de galinha pra
assar, os ouvintes algumas vezes diziam:
- Me dá medo!
O rapaz mais novo se sentava numa canto e escutava os demais, mas não podia imaginar o
que era ter medo:
- Sempre dizem: "Me dá medo", "Me causa pavor". - pensava - Essa deve ser uma
habilidade que não compreendo.
Ocorreu que o pai lhe disse um dia:
- Escuta com atenção, estás ficando grande e forte, e deves aprender algo que te
permita ganhar o pão.
- Bem, pai - respondeu o jovem - a verdade é que há algo que quero aprender, se
se pode ensinar. Gostaria de aprender a ter medo, não entendo de todo o que é
isso.
O irmão maior sorriu ao escutar aquilo e pensou: "Deus santo, que cabeça de
minhoca é esse meu irmão. Nunca servirá para nada.
O pai suspirou e respondeu: - logo aprenderás a ter medo, mas não se vive disso.
Pouco depois o sacristão foi à casa de João, em visita, e o pai lhe contou que seu
filho menor estava tão atrasado em qualquer coisa que não sabia nem aprendia
nada.
- Veja - disse o pai - quando perguntei como ia ganhar a vida, ele me disse que
queria aprender a ter medo.
- Se isso é tudo. - respondeu o sacristão - pode aprender comigo. Mande-o a mim.
O pai estava contente de enviar seu filho com o sacristão porque pensava que
aquilo serviria para endireitar João. Então o sacristão tomou ao rapaz sob sua
guarda em sua casa ,e o rapaz  tinha que tocar o sino da igreja. Um dia o sacristão acordou
à meia-noite, e o fez levantar para ir À torre da igreja tocar o sino.
"Logo aprenderás o que é ter medo" pensava o sacristão. E, sem que João se desse
conta, levantou-se e subiu na torre. Quando o rapaz estava no alto da torre, e foi
dar a volta para pegar a corda do sino e viu uma figura branca de pé, nas escadas
do outro lado do poço da torre.
- Quem está aí?- gritou o rapaz, mas a figura não respondeu nem se moveu.
- Responde, - gritou o rapaz - ou saia. Não perdeste nada aqui.
O sacristão, sem dúvida, continuou de pé, imóvel, para que João pensasse que ele fosse  um
fantasma. O rapaz gritou a segunda vez:  - Que fazes aqui?. Diz o que queres ou te atirarei pelas escadas.
O sacristão pensou que era onda de João e continuou paradão, quieto, como uma
estátua. Então o rapaz avisou a terceira vez e como não serviu de nada, se jogou
contra ele e empurrou o fantasma escada abaixo. O"fantasma" rodou dez degraus e
caiu num canto. Então João fez soar o sino e se foi para casa e, sem dizer nada,
voltou a dormir. A esposa do sacristão ficou esperando seu marido um bom tempo,
mas ele não voltou. Ela ficou inquieta e acordou João. Perguntou: -Sabes onde está
meu marido? Subiu na torre antes de ti.
• Não sei - respondeu o rapaz - Mas alguém estava de pé no outro lado do
poço da torre, e como não me respondia nem se ia, achei que era um ladrão
e o joguei das escadas.
A mulher saiu correndo e encontrou seu marido queixando-se no canto, um uma
perna machucada. Depois de ajudá-lo, ela, chorando, foi ver o pai do rapaz.
- Teu filho- gritava ela - causou um desastre- Jogou meu marido pelas escadas e
quebrou-lhe a perna. Leva esse inútil de nossa casa.
O pai estava aterrado e correu ao rapaz pra saber o que houve: - Que conversa foi
essa?
- Pai, - respondeu - escuta, sou inocente. Ele estava ali, de pé, no meio da noite,
como se fosse fazer algo mau. Não sabia quem era e pedi que falasse por três
vezes.
-Ah!- disse o pai - só me trazes desgosto. Sai da minha frente, não quero te
ver mais.
- Sim, pai, como queira, mas espera que seja dia. Então partirei para aprender o
que é ter medo, e então aprenderei um ofício que me permita me sustentar.
- Aprende o que quiseres- disse o pai , tanto faz. Aqui tens 50 moedas para ti.
Pega e vai pelo mundo, mas não digas de onde vens e nem quem é teu pai. Tenho
razões para me envergonhar de ti.
  _Sim, pai, farei isso. Se não for mais nada que isso, posso lembrar fácil.
Assim que amanheceu, o rapaz colocou as 50 moedas no bolso e se foi pela estrada
principal, dizendo continuamente:
 - se pudesse ter medo, se soubesse o que é
temer...
Um homem se aproximou e ouviu o monólogo de João e, quando haviam
caminhado um pouco mais longe, onde se viam os patíbulos, o homem disse: -
Olha, ali está a árvore onde sete homens se casaram com a filha do açougueiro, e
agora estão aprendendo a voar. Sente-se perto da árvore e espera o anoitecer,
então aprenderás a ter medo.
- Se isso é o que tenho a fazer, é fácil. - disse o jovem -Mas se aprendo a ter medo
tão rápido , te darei minhas 50 moedas. Volta amanhã de manhã bem cedo.
Então o homem se foi e ele sentou ao lado da forca, e esperou até a noite. Como
tinha frio, acendeu um fogo. À meia-noite, o vento soprava tão forte que, apesar do
fogo, não conseguia se esquentar e como o vento fazia chocarem-se os enforcados
entre si, e se balançavam, ele pensou: "Eu aqui, junto ao fogo, já sinto frio,
imagino quanto devem estar sofrendo esses que estão aí em cima."  Como davam pena, levantou a escada, subiu e um a um os foi desatando e
baixando. Então avivou o fogo e os dispôs ao redor para que se esquentassem. Mas
ficaram sentados sem se mover e o fogo prendeu em suas roupas. Então o rapaz
disse:
- Tenham cuidado ou os subirei outra vez.
Os enforcados, é lógico, não escutaram e permaneceram em silêncio, deixando
seus farrapos queimarem.
O jovem se zangou e disse:
 - se não querem ter cuidado, não posso ajudá-los e
não me queimarei com vocês. E colocou-os de volta no lugar. Depois se sentou
junto ao fogo e ficou dormindo. Na manhã seguinte o homem veio para pegar suas
50 moedas, lhe disse: - Bem, agora sabes o que é ter medo.
- Não - disse o rapaz - como querias se os tipos lá de cima não abriram a boca?, e
são tão idiotas que deixam que os poucos e velhos farrapos que vestiam se
queimem.
O homem, vendo que esse dia não ia conseguir as 50 moedas, se ajoelhou
dizendo:- Nunca encontrei alguém assim.
O jovem continuou seu rumo e outra vez começou a falar sozinho - se pudesse ter
medo...
Um carreteiro que andava por ali escutou e perguntou: -Quem és?
- Não sei - respondeu o jovem.
Então o carreteiro perguntou: - De onde és?
- Não sei- respondeu o rapaz.
- Quem é tu pai?- insistiu.
- Não posso dizer - respondeu o rapaz.
- Que é isso que estás sempre murmurando? - perguntou o carreteiro.
- Ah, - respondeu o jovem - gostaria de aprender ter medo, mas ninguém me ensina.
- Deixa de dizer bobagens - disse o carreteiro-Vamos, vem comigo, e encontrarei
um lugar para ti.
O jovem foi com o carreteiro e, ao anoitecer, chegaram a uma pousada onde iriam
passar a noite. Na entrada do salão o jovem disse, bem alto: - Se pudesse ter
medo...
O pousadeiro escutou e rindo disse: - Se isso é o que queres, saiba que aqui
encontras uma boa oportunidade.
- Quieto! - disse a dona da pousada - muitos intrometidos já perderam sua vida,
seria uma lástima se olhos tão bonitos não voltassem a ver a luz do dia.
Mas o rapaz disse: - não importa o tão difícil que seja, aprenderei, é por isso que
tenho viajado tão longe. E não deixou em paz o dono da pensão até que ele contou que não longe dali havia um castelo
encantando onde qualquer um poderia aprender com facilidade o que é ter medo se pudesse permanecer ali durante três
noites. O rei havia prometido que qualquer um que conseguisse teria a mão de sua
filha, que era a mulher mais bela sobre a qual havia brilhado o Sol. Por outro lado,
no castelo há um grande tesouro, guardado por malvados espíritos. Esse tesouro
seria libertado e fazia rico ao libertador. Ainda que alguns tivessem tentado,
nenhum havia saído.
Na manhã seguinte o jovem foi a ver o rei e disse: - Se me permitir, desejaria
passar 3 noites no castelo encantado.
O rei observou-o e como o jovem o agradava, disse: - Podes pedir três coisas para
levar contigo ao castelo, mas devem ser três objetos inanimados.
Então o rapaz disse: - Pois quero um fogo, uma faca e uma tábua para cortar. - o
rei fez que levassem essas coisas ao castelo durante o dia. Quando se aproximava
a noite, o jovem foi ao castelo e acendeu um fogo brilhante numa das salas, pôs a
tábua e o cutelo ao seu lado e se sentou junto ao torno - se pudesse ter medo -
dizia - mas vejo que não aprenderei aqui.
Era meia-noite e estava atiçando o fogo, e enquanto soprava, algo gritou de
repente de um canto: - Miau, miau. Temos frio. -
- Tontos, - respondeu - por que se queixam, se têm frio venham sentar-se junto ao
fogo.
Quando disse isto 2 enormes gatos negros saíram dando um tremendo salto e se
sentaram um de cada lado de João. Os gatos o olhavam com selvageria. Aos
poucos, quando se aqueceram, disseram - Camarada, joguemos cartas.
- Por que não? - disse o rapaz - Mas primeiro ensinem-me.
Os gatos mostraram suas garras. - Oh!, - disse ele - tens unhas muitos
compridas. Esperem que as corto num segundo.
Então os pegou pelo pescoço, os colocou na tábua de cortar e lhes atou as patas
rapidamente.
- Depois de ver os dedos, - disse - me passou a vontade de jogar cartas.
Logo os matou e os atirou na água. Mas quando se havia desfeito deles e ia sentar-se junto ao fogo, de cada canto saíram cães e gatos negros, com correntes, e
continuaram saindo até que não havia mais para onde se mover. Gritavam
horrivelmente, esparramaram o fogo e apagaram-no. João observou
tranqüilamente durante uns instantes, mas quando estavam passando da conta,
pegou a faca e gritou:
- Fora daqui! - e começou a esfaqueá-los. Alguns fugiram, enquanto que os
que matou, jogou ao fogo. Quando terminou não podia manter os olhos abertos por
causa do sono. Olhou em volta e viu uma cama enorme.
- Justo o que precisava- disse e se meteu nela. Quando estava para fechar os olhos
a cama começou a se mover por si mesma e o levou por todo castelo.  - Isto está bom - disse - mas vá mais rápido.
 - Então a cama rodou como se seis  cavalos a puxassem, acima e abaixo, pelos umbrais e escadarias. Mas de repente
girou sobre si mesma e caiu sobre ele como uma montanha. João saiu debaixo da
cama dizendo:
- Hoje em dia deixam qualquer um dirigir... E se foi para junto do
fogo, onde dormiu até a manhã seguinte.
Na manhã seguinte o rei foi vê-lo, e ao encontrá-lo atirado ao chão, pensou que os
espíritos o haviam matado. Disse:
 -Depois de tudo é uma pena, um homem tão
corajoso...
O jovem o escutou, se levantou, e disse:
- não é para tanto.
O rei estava perplexo, mas muito feliz, e perguntou como tinha sido.
 - A verdade é
que bastante bem - disse -Já tinha passado uma noite, as outras serão do mesmo
jeito.
Foi ver o dono da pousada que o olhou com olhos do tamanho de pratos,e disse:
 - Nunca pensei que voltaria a ver você com vida! Afinal, aprendeste a ter medo?
- Não - respondeu - é inútil. se alguém me pudesse explicar...
A segunda noite voltou ao velho castelo, se sentou junto ao fogo e uma vez mais
começou a cantilena: - se pudesse ter medo... se pudesse ter medo...
À meia-noite se escutou ao redor um grande barulho que parecia que o castelo
vinha abaixo. No início se escutava baixinho, mas foi crescendo mais e mais. De
repente, tudo ficou em silêncio e, de repente, com um grito, a metade de um
homem caiu diante de João.
- Ei, - gritou o jovem - falta-te a metade! -Então o barulho começou de novo, se
escutaram rugidos e gemidos e a outra metade caiu também.
- Tranqüilo, - disse o jovem - vou avivar o fogo.
Quando havia terminado e olhou ao redor, as duas metades haviam se unido e um
homem espantoso estava sentado no lugar de João. - Isso não entrava não trato, -
disse ele - esse banco é meu.
O homem tentou empurrá-lo, mas o jovem não o permitiu, então o empurrou com
todas as forças e se sentou em seu lugar.
Mais homens caíram do mezanino, um atrás do outro. Recolheram nove pernas
humanas e duas caveiras e começaram a jogar com elas. João também quis jogar:
- Escuta, posso jogar?-
- Se tens dinheiro, sim. - responderam eles.
- Tenho - respondeu - Mas essas bolas não são redondas o bastante.
Pegou as caveiras, colocou-as no torno e as arredondou.
- Agora está muito melhor.
- Hurra, - disseram os homens - agora nos divertiremos.  Jogou com eles e perdeu algum dinheiro, mas guando deram as doze, todos
desapareceram. Ele então se encostou e dormiu. Na manhã seguinte o rei foi ver
como estava:
- E aí, como foi desta vez? -perguntou.
- Fiquei jogando bola, - respondeu - e perdi um par de moedas.
- Então não tiveste medo? - perguntou o rei.
- Quê?- disse - passei muitíssimo bem. O que realmente não aconteceu foi ter
medo.
Na terceira noite sentou-se em seu banco e entristecido, disse: - se pudesse ter
medo...
Quando ficou tarde, seis homens muito altos entraram trazendo consigo um caixão.
E disseram ao jovem:
• Hahahaha. é meu primo, que morreu há dois dias
Puseram o caixão no chão, abriram a tampa e se viu um cadáver caído em seu
interior. O jovem tocou-o no rosto que estava frio como o gelo.
 - Espera, - disse - te aquecerei um pouco-  foi ao fogo, esquentou as mãos e as colocou na cara do
defunto, mas esta continuou fria. Tirou-o do ataúde, sentou-o junto ao fogo e o
apoiou em seu peito mexendo seus braços para que o sangue circulasse de novo.
Como isso também não funcionava, pensou: "Quando duas pessoas se metem na
cama, se dão calor mutuamente." Assim, levou-o para a cama e deitou junto dele.
Logo o cadáver começou a se aquecer e a mover-se.
O jovem disse:- Vês primo como te esquentei?
O cadáver se levantou e disse: - Te estrangularei.
-Como?, - disse o jovem - Assim que me agradece? Pois vai voltar para o caixão agora
mesmo.
E o pegou pelo pescoço, jogou-o no caixão e fechou a tampa. Então os 6 homens
vieram e levaram o caixão.
- Não consigo aprender a ter medo - disse -Nunca em minha vida aprenderei.
Um homem mais alto que os demais entrou e tinha um aspecto terrível. Era velho e
tinha uma larga barba branca.
- Pobre diabo,- gritou o velho - logo saberás o que é ter medo, porque vais
morrer.
- Não tão depressa - respondeu rapaz - que eu terei algo a dizer sobre isso.
- Pronto acabarei contigo.- disse o demônio.
- Para com essas bobagens que sou tão forte como você .ou até mais.
 - Vamos testar - disse o velho - Se você é forte, o deixo ir. Vem e
comprovaremos.
Levou-o através de paisagens escuras, até uma forja; ali o velho pegou uma
enorme acha e de um talho partiu em dois.
- Posso melhorar - disse o rapaz e pegou também uma acha e partiu-a de um talho
e, aproveitou o quando partia a acha, talhou também a barba do velho.
- Te venci - disse o jovem - agora você vai morrer - e com uma barra de ferro golpeou
o velho até que este começou a chorar e a pedir que parasse, que se parasse lhe
daria grandes riquezas.
O jovem soltou a barra de ferro e o deixou livre. O velho o levou de novo ao castelo
e num sótão mostrou-lhe três cofres cheios de ouro.
- De tudo isto, - disse o velho - um é para os pobres, outro para o rei e o terceiro
para ti.-
Então deram as doze badaladas e o espírito desapareceu e o jovem ficou no escuro.
Acho que posso encontrar a saída - disse o jovem. e tateando conseguiu encontrar
o caminho até a saída onde estava o fogo e dormiu junto dele.
Na manhã seguinte o rei foi vê-lo e disse: - Já deve ter aprendido o que é ter
medo.
-Não - disse - vi um morto e um homem com barba me deu um montão
de dinheiro, mas nada me fez saber o que é ter medo.
- Então, - disse o rei - Você salvou o castelo e poderá se com minha filha.
- Tudo isso é ótimo, - disse o jovem - mas sigo sem saber o que é ter medo.
Repartiu-se o ouro e celebrou a boda. Mas por muito que quisesse a sua esposa e
por muito feliz que fosse o jovem rei sempre dizia: - Se pudesse ter medo... se
pudesse...
Isso acabou por aborrecer sua esposa: - Encontrarei a cura, aprenderá a ter medo.
Foi ao rio que atravessava o jardim e trouxe um cubo cheio de lambaris. À noite,
quando João estava dormindo, sua esposa levantou as cobertas e jogou sobre ele a
água fria com os lambaris, de maneira que os peixinhos começassem a saltar sobre ele,
que despertou e gritou: "Que susto! Agora sei o que é me assustar.

domingo, 1 de julho de 2012

Conto-O Amor e o Tempo

Era uma vez, em uma ilha aonde viviam todos os sentimentos e emoções: felicidade, tristeza, Conhecimento, e todos os outros, incluindo o Amor. Um dia foi anunciado a eles que a ilha iria afundar! Então, todos construiram barcos e sairam. Exceto  o Amor.

Amor queria aguentar até o último momento possível.

Quando a ilha já tinha quase afundado, Amor decidiu pedir ajuda.

A Riqueza estava passando pelo Amor em um barco. Amor disse,
"Riqueza, pode me levar com você?"
Riqueza respondeu: "Desculpe Amor, eu não posso. Existe uma grande quantidade de ouro e prata no meu barco e por isso não há lugar aqui para você."

Amor perguntou a Vaidadeque também estava navegando . Vaidade também foi preparada com a mesma resposta.
"Eu não posso te ajudar, Amor. Você está todo molhado e poderia estragar meu barco" .
A Tristeza estava tão perto, e  Amor perguntou: "Tristeza, me leva junto com você."
"Ah ... Amor, estou tão triste que eu preciso ficar sozinha!", Tristeza, disse com uma voz soturna.

Felicidade passou por Amor, também, mas ela estava tão preocupada com a felicidade que ela nem ouviu quando Amor chamou.

De repente,Amor houve uma voz: "Vem, amor, eu vou levá-lo." Era um velhinho. Um amor cheio de alegria pulou para o barco e no processo esqueceu de perguntar onde estavam indo. Quando eles chegaram a uma terra seca, o velho seguiu o seu próprio caminho.

Percebendo o quanto era devido à pessoa idosa, Amor pediu Conhecimento outro ancião, "Quem me ajudou?"
"Era  o Tempo," Conhecimento respondeu.
"Tempo?" pensou que o Amor.
 Então, como se estivesse lendo a face do Amor, Conhecimento sorriu e respondeu:
 "Porque só o Tempo é capaz de entender como o amor é valioso."



Fontes:
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.kidsgen.com/fables_and_fairytales/

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Conto-Os Quatro Dragões-Conto Asiático(China)



Os Quatro Dragões





Era uma vez, não houve rios e lagos do planeta, mas apenas o mar oriental, na qual viveu quatro dragões: o Dragão Long, o dragão amarelo, o Dragão Negro eo Dragão Pearl. Um dia, os quatro dragões voaram do mar para o céu. Eles subiram e mergulhou, jogando no esconde-esconde nas nuvens.

"Vem cá depressa!" Pérola do Dragão gritou de repente.

"O que há?" perguntou dos outros três, olhando na direção onde o Dragão Pérola apontou.

Na terra que viu muitas pessoas colocando para fora frutas e bolos, e queima incenso. Eles estavam orando! Uma mulher de cabelos brancos, ajoelhado no chão com um rapaz magro de costas, murmurou,

"Por favor, envie a chuva rápida, Deus do céu, para dar o nosso arroz crianças para comer."

Por que não houve chuva por um longo tempo. As culturas murchas, a relva ficou amarela e campos rachado sob o sol escaldante.

"Como as pessoas são pobres!" disse que o Dragão Amarelo. "E eles vão morrer se não chover em breve."

O Dragão longo assentiu. Então ele sugeriu: "Vamos pedir o Imperador de Jade para a chuva."

Assim dizendo, ele saltou para as nuvens. Os outros o seguiram de perto e voou em direção ao Palácio Celestial. Sendo responsável por todos os assuntos no céu na terra e no mar, o Imperador de Jade era muito poderoso. Ele não ficou satisfeito ao ver os dragões correndo dentro

"Por que você vem aqui em vez de ficar no mar e comportando-se?"

O Dragão Longo adiantou-se e disse: "As culturas do planeta estão murchando e morrendo, Sua Majestade. Peço-lhe que envie a chuva desce depressa!"

"Tudo bem. Você vai voltar em primeiro lugar, eu vou enviar alguma chuva até amanhã." O Imperador de Jade fingiu concordar enquanto ouve as músicas das fadas.

Os quatro dragões respondeu: "Obrigado, Majestade!"

Os quatro dragões foram felizes para trás. Mas dez dias se passaram, e nem uma gota de chuva caiu. O povo sofreu mais, algumas cascas de comer, algumas raízes da grama, alguns forçados a comer argila branca quando correu para fora da casca e raízes da grama. Vendo tudo isso, os quatro dragões senti muito triste, pois sabia que o Imperador de Jade só se preocupava com o prazer, e nunca levou o povo ao coração. Eles só podiam confiar em si mesmos para aliviar as pessoas de suas misérias. Mas como fazê-lo? Vendo o vasto mar, o Dragão Long disse que ele teve uma idéia.

"O que é isso? Fora com ele, rápido!" os outros três exigido.

"Olha, não há abundância de água no mar, onde vivemos? Devemos colher-lo e pulverizá-lo para o céu. A água vai ser como gotas de chuva e desceu para salvar as pessoas e suas culturas", disse Long Dragão .

"Boa idéia!" disse que os outros o que eles bateram palmas.

"Mas", disse o Dragão Muito tempo depois de pensar um pouco, "vamos ser culpado se o Imperador de Jade aprende isso."

"Eu farei qualquer coisa para salvar o povo", o Dragão Amarelo disse resolutamente.

"Então vamos começar. Nós nunca vai se arrepender", disse Long Dragon.

O Dragão Negro eo Dragão Pearl não eram para ser superado. Voaram para o mar, pegou água na boca, e depois voou de volta para o céu, onde a água pulverizada sobre a terra. Os quatro dragões iam e vinham, tornando o céu escuro ao redor. Em pouco tempo a água do mar tornou-se chuva caindo do céu.

"Está chovendo! Está chovendo! As culturas serão salvos!" o povo gritou e pulou de alegria.

No terreno do trigo persegue levantaram suas cabeças e os talos de sorgo endireitou. O deus do mar descobriu esses eventos e comunicados ao Imperador de Jade.

"Como se atreve os quatro dragões trazem a chuva sem a minha permissão!" disse o Imperador de Jade.

O Imperador de Jade ficou furioso e ordenou aos generais celestiais e suas tropas para prender os quatro dragões. Sendo em maior número, os quatro dragões não puderam se defender, e logo eles foram presos e trazidos de volta ao palácio celestial.

"Vá e pegue quatro montanhas para lançar sobre eles para que eles não podem escapar!" O Imperador de Jade ordenou a Deus Mountain.

O Deus da montanha usou seu poder mágico para fazer quatro montanhas voar para lá, assobiando ao vento de longe, e apertou-os sobre os quatro dragões. Preso como eram, eles nunca se arrependeu de suas ações. Determinado a fazer o bem para as pessoas para sempre, eles transformaram-se em quatro rios, que fluiu últimos altas montanhas e vales profundos, atravessando a terra do oeste para o leste e finalmente desaguar no mar. E assim quatro grandes rios da China foram formados - o Heilongjian (Black Dragon), no extremo norte, o Huanghe (Rio Amarelo) no centro da China, o Changjiang (Yangtze, ou Rio Comprido) mais ao sul, e Zhujiang (Pérola), em o muito distante para o sul.




domingo, 15 de abril de 2012

O Anel de Bronze-Conto de Andrew Lang (Livro da Fada Azul)






                                                 O Anel de Bronze
Conto de fadas de Andrew Lang - livro Fada Azul

O primeiro de uma coleção de doze livros de contos de fadas, reunidos por Andrew Lang de várias fontes. Publicado em 1889, o Livro Fada Azul contém 37 histórias.


Era uma vez em um determinado país vivia um rei cujo palácio foi cercado por um amplo jardim. Mas, embora os jardineiros eram muitos eo solo era bom, este jardim rendeu nem flores nem frutos, nem mesmo grama ou árvores com sombra.

O Rei estava em desespero com isso, quando um velho sábio disse-lhe:

"Os seus jardineiros não entender o seu negócio, mas que se pode esperar de homens cujos pais eram sapateiros e carpinteiros Como eles devem ter aprendido a cultivar o seu jardim?"

"Você está certo", exclamou o rei.

"Portanto", continuou o velho ", você deve enviar para um jardineiro cujo pai e avô foram jardineiros antes dele, e muito em breve o seu jardim vai estar cheio de grama verde e flores , e você poderá desfrutar de sua deliciosa fruta."

Então, o Rei enviou mensageiros para cada cidade, vila, aldeia e em seus domínios, para procurar um jardineiro cujos antepassados ​​tinham sido também jardineiros, e depois de quarenta dias um foi encontrado.

"Venha com a gente e ser jardineiro para o Rei", disseram-lhe.

"Como posso ir para o Rei", disse o jardineiro, "um pobre coitado como eu?"

"Isso é de nenhuma conseqüência", responderam eles. "Aqui estão novas roupas para você e sua família."

"Mas devo dinheiro a várias pessoas."

"Nós vamos pagar suas dívidas", disseram eles.

Assim, o jardineiro deixou de ser persuadidos, e partiu com os mensageiros, levando sua esposa e seu filho com ele, eo rei, satisfeito por ter encontrado um jardineiro real, confiou-lhe o cuidado de seu jardim. O homem não encontrou nenhuma dificuldade em fazer as flores do jardim reais produzem e frutas, e no final de um ano, o parque não era como o mesmo lugar, eo Rei regado presentes em seu novo servo.

O jardineiro, como você já ouviu falar já, teve um filho, que era um jovem muito bonito, com a maioria concorda, capazes maneiras, e todos os dias, ele levou a melhor fruta do jardim do rei, e todas as flores mais bonitas para a sua filha. Agora esta princesa era maravilhosamente bonita e tinha apenas 16 anos de idade, eo rei estava começando a pensar que era hora de que ela deveria se casar.

"Meu querido filho", disse ele, "você está na idade de tomar um marido, por isso estou pensando em se casar com você para o filho do meu primeiro-ministro.

"Pai", respondeu a princesa, "Eu nunca vou casar com o filho do ministro."

"Por que não?" perguntou o rei.

"Porque eu amo o filho do jardineiro", respondeu a princesa.

Ao ouvir isso o rei estava em primeiro lugar com muita raiva, e então ele chorou e suspirou, e declarou que um marido não era digno de sua filha, mas a jovem princesa não estava para ser transformada da sua resolução de casar com o filho do jardineiro.

Então o Rei consultou seus ministros. "Isto é o que você deve fazer", disseram eles. "Para livrar-se do jardineiro você deve enviar os dois pretendentes a um país muito distante, e aquele que retorna primeiro deve se casar com sua filha."

O rei seguiu o conselho, e filho do ministro foi presenteado com um cavalo esplêndido e uma bolsa cheia de moedas de ouro, enquanto o filho do jardineiro, tinha apenas um cavalo um velho manco e uma bolsa cheia de moedas de cobre, e cada um achava que ele nunca chegaria de volta de sua viagem.

O dia antes de começarem a princesa conheceu seu amante e disse-lhe:

"Seja corajoso, e lembre-se sempre que eu te amo. Aproveite esta bolsa cheia de jóias e fazer o melhor uso possível deles por amor de mim, e voltar rapidamente e exigir minha mão."

Os dois pretendentes deixou a cidade juntos, mas o filho do ministro partiu a galope em seu cavalo bom, e muito em breve se perdeu a visão por trás dos montes mais distantes. Ele viajou por alguns dias, e atualmente chegou a uma fonte ao lado da qual uma velha toda em trapos sentou-se sobre uma pedra.

"Bom dia para você, jovem viajante", disse ela.

Mas o filho do ministro não respondeu.

"Tenha piedade de mim, viajante", disse ela novamente. "Estou morrendo de fome, como você vê, e três dias eu estive aqui e ninguém me deu nada."

"Deixe-me sozinho, bruxa velha", exclamou o jovem, "não posso fazer nada por você", e assim dizendo que ele seguiu o seu caminho.

Naquela mesma noite, o filho do jardineiro andava até a fonte em cima de seu cavalo manco cinza.

"Bom dia para você, jovem viajante", disse o mendigo-mulher.

"Bom dia mulher, bom", respondeu ele.

"Viajante jovem, tem piedade de mim."

Pegue minha bolsa, mulher boa ", disse ele," e monte atrás de mim, para as suas pernas não pode ser muito forte. "

A velha não esperou ser convidado duas vezes, mas montado atrás dele, e neste estilo que atingiu a cidade principal de um poderoso reino. O filho do ministro foi apresentada em uma pousada grande, o filho do jardineiro ea velha desmontado na hospedaria para mendigos.

No dia seguinte, o filho do jardineiro ouviu um grande barulho na rua, e arautos do rei passado, soprando todos os tipos de instrumentos, e gritando:

O rei, nosso mestre, é velho e doente. Ele lhe dará uma grande recompensa para quem vai curá-lo e devolver-lhe a força de sua juventude. "

Então, a velha mendiga disse a seu benfeitor:

"Isto é o que você deve fazer para obter a recompensa que o rei promete Saia da cidade pelo portão sul, e lá você vai encontrar três pequenos cães de cores diferentes;. O primeiro será branco, o preto para os segundos, o terceiro vermelho. Você deve matá-los e depois queimá-los separadamente, e recolher as cinzas. Coloque as cinzas de cada cão em um saco de sua própria cor, em seguida, vá em frente à porta do palácio e gritar: `Um médico famoso veio de Janina na Albânia. Só Ele pode curar o Rei e devolver-lhe a força de sua juventude. " Médicos do rei dirá: Este é um impostor, e não um homem culto ", e eles vão fazer todos os tipos de dificuldades, mas você vai superar todos eles, finalmente, e vai apresentar-se perante o Rei doente. Você deve, então, exigir como madeira até três mulas podem carregar, e um grande caldeirão, e deve fechar-se em um quarto com o Sultão, e quando os furúnculos caldeirão você deve jogá-lo para ele, e não deixá-lo até que sua carne é totalmente separado de seus ossos . Em seguida, organizar os ossos em seus devidos lugares, e lançar sobre eles as cinzas das três malas. O Rei vai voltar à vida, e será exatamente como ele era quando tinha vinte anos de idade. Para sua recompensa que você deve exigir o anel de bronze que tem o poder de conceder tudo que você deseja. Vá, meu filho, e não se esqueça nenhuma das minhas instruções ".

O rapaz seguiu as instruções do velho mendigo mulher-. Ao sair da cidade ele encontrou o branco, vermelho, e os cães negros, e matou e queimou, reunindo as cinzas em três sacos. Então ele correu para o palácio e gritou:

"Um médico famoso acaba de vir de Janina na Albânia. Só Ele pode curar o Rei e devolver-lhe a força de sua juventude."

Médicos do rei em primeiro riu do viandante desconhecido, mas o sultão ordenou que o estrangeiro deve ser admitido. Eles trouxeram o caldeirão e as cargas de madeira, e muito em breve o rei estava fervendo. Perto do meio-dia o filho do jardineiro dispostos os ossos em seus lugares, e ele mal tinha espalhado as cinzas sobre eles antes que o velho rei ressuscitado, para se encontrar uma vez mais jovem e saudável.

"Como eu posso recompensar-te, meu benfeitor?" ele gritou. "Você vai levar a metade dos meus tesouros?"

"Não", disse o filho do jardineiro.

"Mão de minha filha?"

"NÃO".

"Tome metade do meu reino."

"Não. Dá-me apenas o anel de bronze, que pode conceder-me instantaneamente qualquer coisa que eu desejar."

"Ai de mim!" disse o Rei, "eu atribuir grande importância por que o anel maravilhoso, no entanto, você deve tê-lo." E deu para ele.

O filho do jardineiro voltou a dizer adeus à velha mendiga, então ele disse para o anel de bronze:

"Prepare um navio esplêndido em que eu possa continuar minha jornada Deixe o casco ser de ouro fino, os mastros de prata, as velas de brocado;. Deixar a tripulação composta de doze homens jovens de aparência nobre, vestidos como reis St. Nicholas. vai estar à frente. Quanto à carga, que seja diamantes, rubis, esmeraldas e carbúnculos. "

E logo apareceu um navio sobre o mar que se assemelhava em cada detalhe A descrição fornecida pelo filho do jardineiro, e, pisando a bordo, ele continuou sua jornada. Atualmente, ele chegou a uma cidade grande e se estabeleceu em um palácio maravilhoso. Depois de vários dias ele conheceu seu rival, o filho do ministro, que passou todo o seu dinheiro e foi reduzida para o emprego desagradável de uma transportadora de pó e lixo. O filho do jardineiro disse-lhe:

"Qual é o seu nome, qual é a sua família, ea partir de que país você veio?"

"Eu sou o filho do primeiro-ministro de uma grande nação, e ainda assim ver o que uma ocupação degradante estou reduzido a".

"Ouça-me, embora eu não sei mais nada sobre você, eu estou disposto a ajudá-lo vou dar-lhe um navio para levá-lo de volta ao seu país em uma condição.".

"Seja o que for, eu aceito de bom grado."

"Siga-me para o meu palácio."

O filho do ministro seguiu o estrangeiro rico, a quem ele não tinha reconhecido. Quando chegaram ao palácio o filho do jardineiro fez um sinal para seus escravos, que completamente despido o recém-chegado.

"Faça este anel vermelho-quente", ordenou o mestre ", e marcar o homem com ele de costas."

Os escravos lhe obedecia.

"Agora, meu jovem", disse o estranho rico, "Eu estou indo dar-lhe um navio que o levará de volta ao seu país."

E, saindo, ele pegou o anel de bronze e disse:

"Anel de Bronze, obedecer a teu senhor. Prepara-me um navio dos quais as madeiras semi-apodrecidas devem ser pintadas de preto, deixe as velas ser em trapos, e os marinheiros enfermos e doentes. Um deve ter perdido uma perna, outro um braço, o terceiro deve ser um corcunda, coxo, ou outro clube de pés, ou cego, ea maioria deles deve ser feio e coberto de cicatrizes. Vai, e deixar as minhas ordens ser executado. "

O filho do ministro embarcou neste navio de idade, e graças a ventos favoráveis, afinal chegou ao seu próprio país. Apesar da condição lastimável em que ele voltou que recebeu com alegria.

"Eu sou o primeiro a voltar", disse ele ao rei, agora cumprir sua promessa, e dar-me a princesa em casamento.

Assim, eles logo começou a se preparar para as festividades do casamento. Quanto à pobre princesa, ela estava triste e com raiva o suficiente sobre ele.

Na manhã seguinte, ao amanhecer, um navio maravilhoso com todo conjunto de vela veio a ancorar antes da cidade. O Rei que aconteceu naquele momento para estar na janela do palácio.

"O navio é estranho isso", gritou, "que tem um casco de ouro, prata mastros e as velas de seda, e quem são os homens jovens como os príncipes que o homem é? E não vejo St. Nicholas ao leme? Go de uma vez e convidar o capitão do navio chegar ao palácio. "

Seus servos lhe obedeceram, e muito em breve veio um príncipe encantadoramente belo e jovem, vestida de seda rica, ornamentados com pérolas e diamantes.

"Jovem", disse o Rei, "você é bem-vindo, quem quer que seja. Não me o favor de ser meu hóspede, enquanto você permanece na minha capital".

"Muito obrigado, senhor," respondeu o capitão, "Eu aceito a sua oferta."

"Minha filha está prestes a se casar", disse o Rei, "você vai entregá-la?"

"Eu vou ser encantado, senhor."

Logo depois veio a princesa e seu noivo.

"Por que, como é isto?" exclamou o jovem capitão, "se você se casar com esta princesa encantador para um homem como esse?"

"Mas ele é meu filho primeiro-ministro!"

"O que isso importa? Eu não posso dar a sua filha de distância. O homem que ela está prometida a é um dos meus servos."

"Teu servo?"

"Sem dúvida. Eu o conheci em uma cidade distante reduzido para transportar a poeira e lixo das casas. Eu tive pena dele e contratou-o como um dos meus servos."

"É impossível!" , gritou o rei.

"Você quer me provar que eu digo? Este jovem retornou em um navio que eu equipado para ele, um navio-unsea digno com um casco preto surrado, e os marinheiros estavam doentes e aleijados".

"É verdade", disse o rei.

"É falso", gritou o filho do ministro. "Eu não conheço esse homem!"

O "pai", disse o jovem capitão, "ordenar a sua filha está prometida em casamento a ser desmontado, e ver se a marca do meu anel não é de marca nas costas."

O rei estava prestes a dar essa ordem, quando o filho do ministro, para salvar-se de tal indignidade uma, admitiu que a história era verdadeira.

"E agora, senhor", disse o jovem capitão, "não está me reconhecendo?"

"Eu reconheço que você", disse a princesa, "você é filho do jardineiro a quem eu sempre amei, e que é que você gostaria de se casar."

"Jovem, você será meu genro", gritou o rei. "As festas de casamento já começou, então você deve se casar com minha filha o dia de hoje."

E assim, naquele mesmo dia o filho do jardineiro casou com a linda princesa.

Vários meses se passaram. O jovem casal eram tão feliz como o dia era longo, eo rei estava cada vez mais satisfeito consigo mesmo por ter obtido tal filho-de-lei.

Mas, atualmente, o capitão do navio dourado achou necessário fazer uma longa viagem, e depois de abraçar sua esposa carinhosamente ele embarcou.

Agora, nos arredores da capital vivia um velho homem, que passou sua vida em estudar artes negras - a alquimia, astrologia, magia e encantamento. Este homem descobriu que o filho do jardineiro tinha só conseguiu se casar com a princesa com a ajuda dos gênios que obedeceu o anel de bronze.

"Vou ter que o anel", disse ele para si mesmo. Então ele foi até a beira-mar e pegou alguns peixinhos vermelhos. Realmente, eles eram bastante maravilhosamente bem. Em seguida, ele voltou, e, passando antes janela da princesa, ele começou a gritar:

"Quem quer algumas bonitas peixinhos vermelhos?"

A princesa ouviu, e enviou um de seus escravos, que disse ao mascate de idade:

"O que você vai levar para o seu peixe?"

"Um anel de bronze."

"Um anel de bronze, simplório velho! E onde devo encontrar um?"

"Sob o colchão no quarto da princesa."

O escravo voltou para o seu amante.

O louco velho vai tomar nem ouro nem prata ", disse ela.

"O que ele quer, então?"

"Um anel de bronze que está escondido debaixo de uma almofada."

Encontre o anel e dar a ele ", disse a princesa.

E, finalmente, o escravo encontrou o anel de bronze, que o capitão do navio dourado tinha acidentalmente deixado para trás e levou-a para o homem, que fugiu com ele instantaneamente.

Mal ele chegou a sua casa quando, tomando o anel, ele disse, "anel de Bronze, obedecer a teu senhor Eu desejo que o navio dourado é transformar a madeira preta, e que a tripulação negros hediondo;. Que São Nicolau deve deixar o leme e que a carga só será gatos pretos. "

E os gênios do anel de bronze lhe obedecia.

Encontrando-se sobre o mar nesta condição miserável, o jovem capitão entendeu que alguém deve ter roubado o anel de bronze dele, e ele lamentou sua desgraça em voz alta, mas que lhe fez nenhum bem.

"Ai de mim!" disse para si mesmo, "quem levou meu anel, provavelmente tomado a minha querida esposa também. Que bom que vai me fazer voltar ao meu país?" E ele navegou cerca de ilha para ilha, e de costa a costa, acreditando que onde quer que fosse todo mundo estava rindo dele, e logo sua pobreza era tão grande que ele e sua tripulação e os gatos negros pobres não tinham nada para comer, mas ervas e raízes. Depois de perambular um longo tempo ele alcançou uma ilha habitada por ratos. O capitão desembarcou na praia e começou a explorar o país. Havia ratos por toda parte, e nada, mas camundongos. Alguns dos gatos pretos tinham seguido, e, não tendo sido alimentado por vários dias, eles estavam com medo com fome, e fez estragos terríveis, entre os ratos.

Então a rainha dos ratos realizaram um conselho.

"Estes gatos vão comer cada um de nós", disse ela, "se o capitão do navio não fechar os animais ferozes para cima. Vamos enviar uma delegação a ele dos mais valentes entre nós."

Vários ratos ofereceram-se para esta missão e partiu para encontrar o jovem capitão.

"Capitão," eles disseram, "desaparecem rapidamente da nossa ilha, ou vamos perecer, cada rato de nós."

"Boa vontade", respondeu o jovem capitão, "sobre uma condição. Que é que você deve primeiro me trazer de volta um anel de bronze que um mágico inteligente roubou de mim. Se você não fizer isso eu vou aterrar todos os meus gatos em cima de sua ilha , e você deve ser exterminado. "

Os ratos retirou-se em grande desânimo. "O que deve ser feito?" disse a Rainha. "Como podemos encontrar o anel de bronze?" Ela realizou um novo conselho, chamando em camundongos de todos os quadrantes do globo, mas ninguém sabia onde estava o anel de bronze. De repente, três ratos chegado de um país muito distante. Um era cego, o coxo segundo, eo terceiro tinha as orelhas cortadas.

"Ho, ho, ho!" disse o recém-chegados. "Viemos de um país distante."

"Você sabe onde o anel de bronze é que os gênios obedecer?"

! "Ho, ho, ho, sabemos, um velho feiticeiro tomou posse dela, e agora ele mantém em seu bolso durante o dia e na boca da noite".

"Vá tomar isso dele, e voltar o mais rápido possível."

Assim, os três ratos se tornaram um barco e partiu para o país mágico. Quando chegaram à capital que desembarcou e correu para o palácio, deixando apenas o mouse cego na praia para cuidar do barco. Então eles esperaram até que fosse noite. O ímpio anos estava deitado na cama e colocar o anel de bronze em sua boca, e logo ele estava dormindo.

"Agora, o que devemos fazer?" disse que os dois pequenos animais para o outro.

O rato com as orelhas cortadas encontrou uma lâmpada cheia de óleo e uma garrafa cheia de pimenta. Então, ela abaixou a cauda primeiro o óleo e, em seguida, a pimenta, e segurou-a ao nariz do feiticeiro.

"Atisha! Atisha!" espirrou o velho, mas ele não acordou, eo choque fez o anel de bronze saltar para fora da boca. Rápido como o pensamento do rato coxo pegou o talismã precioso e levou-o para o barco.

Imagine o desespero do mágico quando ele acordou eo anel de bronze estava longe de ser encontrado!

Mas por essa altura os nossos camundongos tinham três zarpou com seu prêmio. Uma brisa favorecendo levava-os para a ilha onde a rainha dos ratos estava esperando por eles. Naturalmente, eles começaram a falar sobre o anel de bronze.

"Qual de nós merece mais crédito?" gritaram todos de uma vez.

"Eu faço", disse o rato cego ", pois sem a minha vigilância nosso barco teria se afastado para o mar aberto."

"Não, realmente", gritou o rato com as orelhas cortadas, "o crédito é meu Eu não causar o anel para saltar para fora da boca do homem.?"

"Não, é meu", exclamou o coxo ", pois fugiu com o anel."

E das palavras elevadas que logo veio a golpes, e, infelizmente! quando a discussão foi mais feroz do anel de bronze caiu no mar.

"Como estamos a enfrentar a nossa rainha", disseram os três ratos ", quando pela nossa loucura, perdemos o talismã e condenou o nosso povo a ser totalmente exterminados Nós não podemos voltar ao nosso país;? Vamos terra nesta ilha deserta e lá acabar com nossas vidas miseráveis. " Dito e feito. O barco chegou à ilha, e os ratos desembarcado.

O rato cego foi rapidamente abandonado por suas duas irmãs, que saiu para caçar moscas, mas como, infelizmente, ela vagou ao longo da costa, ela encontrou um peixe morto, e foi comê-lo, quando sentiu algo muito duro. Em sua chora os outros dois ratos correram.

"É o anel de bronze! É o talismã!" gritaram com alegria, e, entrando em seu barco novo, que logo chegou à ilha mouse. Era o momento que eles fizeram, para o capitão estava indo aterrar sua carga de gatos, quando uma delegação de camundongos levou o anel de bronze precioso.

"Anel de Bronze", ordenou o jovem, "obedecer a teu senhor. Que meu navio aparecem como era antes."

Imediatamente os gênios do anel começou a trabalhar, e o antigo navio negro tornou-se mais uma vez o maravilhoso navio de ouro com velas de brocado, os marinheiros bonitos correu para os mastros de prata e as cordas de seda, e muito em breve eles partiu para a capital.

Ah! como alegremente os marinheiros cantavam enquanto sobrevoava o mar de vidro!

Por fim, o porto foi atingido.

O capitão desembarcou e correu para o palácio, onde ele encontrou o homem iníquo de idade dormindo. A princesa abraçou o marido em um longo abraço. O mago tentou escapar, mas ele foi agarrado e amarrado com cordas fortes.

No dia seguinte, o feiticeiro, amarrado à cauda de um jumento selvagem carregado com nozes, foi dividido em tantas peças como havia castanhas em cima de volta da mula.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Contos e Lendas do Japão-A Raposa(Kitsune)

A Raposa(Kitsune)
No folclore japonês, a raposa e o texugo eram considerados ilusionistas e viviam pregando peças. Conta uma antiga lenda que, nos arredores de uma pequena cidade, vivia uma família de raposas. Elas eram famosas pelo modo original de iludir as pessoas. Muito criativas, ninguém conseguia escapar de suas artimanhas.
Uma dessas raposas transformava-se em um homem barbeiro e deixava careca todos os clientes que o procuravam para fazer penteados ou aparar os cabelos. Assim, todos os homens da cidade ficaram de cabeças raspadas. Por isso, o animal encantado acabou ganhando o apelido de kitsune tokoya, ou seja, “raposa barbeira”.
Certo dia, houve, na casa do conselheiro da cidade, uma reunião para por fim àquela situação. Afinal, numa época em que os penteados estavam na moda para homens em todo o Japão, não era admissível que só aqueles da pequena cidade não pudessem andar de cabeça erguida. Apesar de haver unanimidade na decisão de fazer a raposa parar com a brincadeira, ninguém tinha sugestão de como fazer isso. Então, descobriram que, entre todos os homens da cidade, havia um que ainda mantinha seu belo penteado. Era um samurai jovem e esperto chamado Saizoemon. Diziam que seu único defeito era ser convencido.
Assim, o conselho de cidadãos resolveu chamá-lo para saber como havia conseguido safar-se da ardilosa brincadeira da raposa barbeira.
Chegando ao local da reunião, o samurai foi logo dizendo:
– Sabem por que se deixaram enganar por uma raposa? Simples, porque vocês são tolos. Sendo assim, não adianta ficar discutindo o dia todo, porque não vão chegar a conclusão alguma. No entanto, eu sei como dar um jeito. Então, o que estão esperando? Admitam a incompetência e me implorem para castigá-la.
Apesar de a arrogância irritar os presentes, ninguém viu outra alternativa senão pedir humildemente para que Saizoemon desse um jeito na atrevida raposa.
O samurai pegou uma lança e foi para o bosque, onde todos diziam que havia esconderijos de raposas. Quando caminhava por uma trilha entre árvores de pinho, cruzou com uma bela garota de olhar malicioso, que o cumprimentou:
– Boa tarde, Saizoemon, está passeando pelo bosque?O samurai logo desconfiou que era um truque ilusionista da raposa e atacou com sua afiada lança. A moça, assustada, esquivou-se do golpe deixando aparecer uma cauda branca.
– Eu tinha razão, sua raposa safada. Agora, você não vai escapar de meu golpe – assim dizendo, atacou a raposa, que voltou ao seu formato e fugiu apavorada.
Vitorioso na primeira investida, ele ficou mais convencido de sua esperteza e foi caminhando mata adentro.
Numa clareira do bosque, viu outra mulher que parecia estar descansando. Logo desconfiou de que se tratava de outra raposa.
Assim que a mulher saiu andando, ele a seguiu, escondendo-se atrás das árvores enquanto observava-a.
Num momento, a mulher agachou e juntou um punhado de capim seco. Dobrou os capins e, com eles, fez um boneco.
Saizoemon segurou a respiração e observou atentamente.
A mulher esticou os braços levantando o boneco e assoprou com força. Como num passe de magia, o boneco ganhou vida, transformando-se num bebê humano. Embora espantado, o samurai não tinha mais dúvida de que se tratava de uma raposa.
Com o bebê no colo, a mulher entrou na casa de um lenhador e foi recebida por uma velhinha com grande alegria.
– Nossa – pensou Saizoemon – a raposa está tentando enganar a pobre velhinha. Preciso agir imediatamente. Assim dizendo, adentrou a casa derrubando a porta com o pé. Encostando a lança no pescoço da mulher, ele disse:
– Cuidado, minha senhora, esta raposa está tentando lhe enganar. Este bebê é um punhado de capim seco, vi com meus próprios olhos quando ela fez a magia – dizendo isso, o samurai apanhou uma corda e amarrou a mulher. A velhinha, que não estava entendendo nada, protestou:
– Senhor samurai, o que está fazendo com a minha nora, o senhor é um maluco?
– Santa ignorância a sua, minha senhora! Será que não percebe que esta é uma raposa astuta?! Fique olhando calada que vou provar o que estou dizendo.
– Pare, senhor, está completamente enganado. Meu neto não é um punhado de palha, veja é uma criança de carne e osso.
– Minha senhora, quando uma raposa se faz passar por gente, para quebrar o encanto, é necessário fazer fumaça com folha de cedro. Assim que a fumaça encobrir a raposa encantada, logo aparece um rabo branco e, depois, ela volta ao seu formato original.
Assim dizendo, Saizoemon arrastou a mulher amarrada para fora da casa, fez um monte de folhas de cedro e botou fogo para fazer fumaça.
A velhinha gritava desesperada para que Saizoemon parasse com aquele ato bárbaro.
– Por favor, pare com isso, o senhor vai matar a minha nora, a mãe de meu querido netinho.
Sem se importar com as súplicas da velha senhora, o samurai deixou a mulher coberta de fumaças, o que provocou muitas tosses.
– Não se preocupe, senhora, assim que quebrar o encanto, seu netinho vai voltar a ser um simples punhado de capim.
Por mais que a fumaça envolvesse a mulher, não aparecia nenhum rabo de raposa e ela continuava tossindo desesperadamente.
– Pare com isso, ela está morrendo, não está vendo o mal que está fazendo?
Saizoemon não parava. Estava convicto que aquela era uma raposa encantada. De repente, a mulher caiu e ficou esticada no chão.
– Minha nora morreu! Você matou a minha nora! Meu netinho vai ficar órfão! Quanta crueldade!
Saizoemon levou um susto. Balançou e desamarrou a mulher desesperadamente. Todas as tentativas para reanimá-la pareciam inúteis. O samurai foi tomado de um grande arrependimento e, prostrado no chão, reconheceu seu engano.
– Matei essa pobre mulher por engano. Que erro terrível cometi! Não sou digno de continuar sendo um samurai.
Nesse exato instante, apareceu um monge no local.
– O que aconteceu por aqui? Parece uma tragédia.
O samurai contou todo o seu infortúnio dizendo quanto estava pesaroso pelo imperdoável engano.

– Sua alma jamais terá paz enquanto não purificar seu espírito.


A alma da pobre mulher, morta por engano, inconformada por tamanha injustiça, não terá paz. Vai se tornar, com certeza, uma alma penada. É necessário que reze muito, mas muito mesmo, por ela. Raspe sua cabeça e torne-se um monge, assim poderá dedicar muitas orações a sua pobre alma.
Saizoemon concordou que essa era melhor solução, já que era indigno de continuar sendo um samurai. Pediu, então, ao sacerdote que lhe raspasse a cabeça e o ordenasse monge.
Atendendo à vontade do samurai arrependido, o monge raspou a cabeça de Saizoemon. Quando terminou de raspar, o monge desapareceu num passe de mágica. Não só ele como a casa, o bebê, a velhinha e a mulher que parecia morta.
Nisso, o povo da cidade encontrou Saizoemon sentado sobre uma pedra com a cabeça raspada.
– Vejam, a raposa barbeira conseguiu enganar Saizoemon também!
A raposa conseguiu iludir Saizoemon seguindo todos os seus passos. Assim, o samurai tornou-se alvo de gozação de todos na cidade, até que se tornou um cidadão humilde.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Conto Japonês-Momotaro - O Menino que Nasceu do Pessêgo

Momotaro - O menino que nasceu do pessêgo
Há muito tempo, em uma vila distante, vivia junto um casal de velhinhos. Num certo dia, o velhinho colhia gravetos de madeira na montanha e a velhinha lavava roupas no riacho. Enquanto esfregava as roupas, ela viu um pêssego enorme flutuando no rio e, com alguma dificuldade, conseguiu alcançá-lo.

Ela carregou o pêssego para casa, parando diversas vezes no caminho para descansar. O velhinho chegou em casa no final da tarde e ficou muito contente quando viu o enorme pêssego. "Que lindo pêssego, parece delicioso!", disse o velhinho. Quando se preparavam para fatiá-lo, o pêssego se mexeu. "Esta vivo, está vivo", disse a velhinha.

De repente, um pequeno menino saiu de dentro do pêssego. Estarrecidos, os dois ficaram olhando e examinando. Como não tinham filhos, eles ficaram muito contentes e resolveram adotar o menino. Decidiram que seu nome seria Momotaro.

O tempo passou e, quanto mais o Momotaro crescia, mais saudável ficava. Numa certa noite, ele ouviu conversas sobre os Onis, monstros que atacavam as aldeias e assustavam os moradores locais. Ele ficou tão bravo que tomou uma decisão: iria à Ilha dos Onis para combatê-los.

A princípio, seu pais ficaram muito assustados, mas gostaram de ver a coragem do filho. Apesar do medo que sentiam, os velhinhos preparam diversos bolinhos, os kibidangos, para Momotaro levar na viagem.

Na manhã seguinte, Momotaro partiu, levando consigo os kibidangos. No caminho, ele encontrou um cachorro. "Momotarosan, Momotarosan, por favor, dê-me um bolinho e eu irei com você enfrentar os Onis", disse o cachorro. Momotaro deu-lhe um kibidango e o cachorro partiu com ele.

Mais adiante, encontraram um macaco. "Momotarosan, Momotarosan, o que você leva neste saquinho?". "São kibidangos, os deliciosos bolinhos, os melhores do Japão"." Pode me dar um? Assim eu irei com vocês". E assim foi feito. Momotaro, o cachorro e o macaco seguiram o caminho juntos e, mais à frente, viram um faisão. Ele também pediu e ganhou um kibidango e assim seguiram em quatro.

Após uma longa jornada eles chegaram ao mar. Remaram e remaram, enquanto o faisão voava e indicava o caminho, pois o céu estava escuro e coberto de nuvens. Quando chegaram à ilha dos Onis, tudo parecia assustador, os portões do castelo eram grandes e escuros, havia névoa e o dia estava escuro.

O macaco, com toda sua agilidade, escalou o alto portão e o destrancou por dentro. Todos entraram no castelo e deram de cara com os horrendos Onis, que se levantaram e encararam os quatro. "Sou Momotaro e vim enfrentá-lo". Travou-se então uma grande luta. O faisão voava e, com seu bico afiado, feria os inimigos. O cachorro corria em volta do Onis e lutava com dentadas, enquanto o macaco utilizava suas unhas.

Finalmente, após muita luta, Momotaro e seus companheiros derrotaram os Onis. "Nunca mais vamos invadir as aldeias e prejudicar os moradores, nós prometemos. Por favor, poupe nossas vidas ", disse o chefe dos Onis.

Compreensivo e bondoso, Momotaro perdoou os Onis. Em troca, o chefe ofereceu-lhe os tesouros que eles vinham roubando das aldeias, eram moedas de ouro, pedras preciosas e outros objetos de grande valor. Momotaro retornou para casa e, quando seus pais o viram, não puderam acreditar. Ele estava salvo e carregava um grande tesouro, que foi dividido entre todos os moradores da aldeia.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Conto de Reflexão-Receita de Dona Cacilda


Receita de Dona Cacilda

Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução..

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...

- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

- Simples assim?

- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo treino pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:

- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica..

Depois me pediu para anotar:

Como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.

3. Aprenda sempre:

Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão." E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a..
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa.. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente,
mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua. Mas se puder pelo menos partilhe com alguém!

Fontes: 
http://www.casadebruxa.com.br/

Conto-Bruxinha

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Bruxinha
Por: Jorge Luiz Brandt
Ouvi dizer de alguém que, um dia, sentou-se, olhou uma bruxinha pendurada
como decoração, e divagou: "Talvez, num distante povoado, há muito tempo atrás,
uma linda jovem não se encontrava contente com o sistema de crenças e pensamentos
que seu povoado vivia. As pessoas eram embrutecidas pelo trabalho, com seus egos
salientes e o coração empedernido pela ambição e ganância. Estas pessoas caçavam
animais, e isto deixava a jovem muito infeliz.
Um dia, ela se afastou do povoado, foi em direção à floresta, onde entrou, e não voltou
mais. Aí, iniciou uma vida entre os animais, que amava e respeitava, e que, por isso,
haviam perdido o medo dela e conviviam em plena harmonia.
Aprendeu com os animais a entender de plantas, e se tornou uma grande conhecedora
de ervas, plantas e raízes. Dominando a medicina, fazia seus chás e poções sempre que
precisava. Com estes hábitos saudáveis, preservou sua juventude, prolongando sua vida.
A estimativa de vida no povoado era de cinqüenta anos. Sua geração já havia passado, e
ela havia se tornado uma lenda. Quando alguém precisava de um remédio, procurava a
bruxa na floresta, que embora apresentasse alguns sinais de velhice, ainda conservava sua
força interior.
No entanto, ao mesmo tempo em que a buscavam, a temiam. A ela eram atribuídos poderes
mágicos de cura, que não eram compreendidos pelas pessoas do povo. Pessoas nasciam e
morriam, e ela ainda estava lá, fruto de uma vida natural e harmoniosa com os elementos
da natureza. Isso aumentava o mito, assustando as pessoas do povoado.
Mas ela ia envelhecendo, sua pele ia ficando enrugada, seus cabelos em desalinho
embranqueciam, dando um tom amarelo esmaecido. Foi aos poucos ficando curvada, mas
ficava muito leve e sutil.
Era muito feliz. Em conexão com o universo, era capaz de levitar e se mover no espaço. Ela
não compreendia esse estranho poder, e como não acreditasse que isto poderia vir de si
mesma, projetou-o em uma velha vassoura. Assim, montada em sua vassoura, conseguia
voar. Por causa da idade, sua visão não era mais tão boa, e, por isso, preferia as noites de
lua cheia.
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Era muito feliz, e gargalhava. Assim, era vista nas noites de lua cheia voando em sua
vassoura, com seu chapéu pontudo, projetando-se contra o luar, gargalhando sua
felicidade."
Mas, quem poderia entender? Sempre tememos àquilo que não entendemos.
Esta é a verdadeira história da bruxa. As feitiçarias para envolverem as pessoas e
induzí-las a fazer algo contra sua vontade, nada têm a ver com a bruxinha feliz. Ser bruxa
é respeitar a terra, as plantas, os animais, os rios. Alimentar-se de forma saudável,
respeitando a vida que há em si e nos outros, respeitando suas escolhas.

Isto torna você uma bruxinha feliz, saudável, e nisto residirá sua força e seu poder.

domingo, 26 de junho de 2011

Os Sete Corvos-Conto dos Irmãos Grimm


Os Sete Corvos
dos Irmãos Grimm



Era uma vez um homem que tinha sete filhos, todos meninos, e vivia suspirando por uma menina. Afinal, um dia, a mulher anunciou-lhe que estava mais uma vez esperando criança.
No tempo certo, quando ela deu à luz, veio uma menina. Foi imensa a alegria deles. Mas, ao mesmo tempo, ficaram muito preocupados, pois a recém-nascida era pequena e fraquinha, e precisava ser batizada com urgência. Então, o pai mandou um dos filhos ir bem depressa até a fonte e trazer água para o batismo.





O menino foi correndo e, atrás dele, seus seis irmãos. Chegando lá, cada um queria encher o cântaro primeiro; na disputa, o cântaro caiu na água e desapareceu. Os meninos ficaram sem saber o que fazer. Em casa, como eles estavam demorando muito, o pai disse, impaciente:
- Na certa, ficaram brincando e se esqueceram da vida!
E, cada vez mais angustiado, exclamou com raiva:
- Queria que todos eles se transformassem em corvos!
Nem bem falou isso, ouviu um ruflar de asas por cima de sua cabeça e, quando olhou, viu sete corvos pretos como carvão passando a voar por cima da casa. Os pais fizeram de tudo para anular a maldição, mas nada conseguiram; ficaram tristíssimos com a perda dos sete filhos. Mas, de alguma forma, se consolaram com a filhinha, que logo ficou mais forte e foi crescendo, cada dia mais bonita. Passaram-se anos.
A menina nunca soube que tinha irmãos, pois os pais jamais falaram deles. Um dia, porém, escutou acidentalmente algumas pessoas falando dela:
- A menina é muito bonita, mas foi por culpa dela que os irmãos se desgraçaram…
Com grande aflição, ela procurou os pais e perguntou- lhes se tinha irmãos, e onde eles estavam. Os pais não puderam mais guardar segredo. Disseram que havia sido uma predestinação do céu, mas que o batismo dela fora a inocente causa. A partir desse momento, não se passou um dia sem que a menina se culpasse pela perda dos irmãos, pensando no que fazer para salvá-los.
Não tinha mais paz nem sossego. Um dia, ela fugiu de casa, decidida a encontrar os irmão onde quer que eles estivessem, nesse vasto mundo, custasse o que custasse. Levou consigo apenas um anel de seus pais como lembrança, um pão grande para quando tivesse fome, um cantil de água para matar a sede e um banquinho para quando quisesse descansar.
Foi andando, andando, se afastando cada vez mais, e assim chegou ao fim do mundo. Então, foi falar com o sol. Mas ele era assustador, quente demais e comia crianças. A menina fugiu e foi falar com a lua. Ela era horrorosa, mais fria que o gelo, e também comia crianças. Quando viu a menina, disse com um sorriso mau:
- Hum, hum… que cheirinho bom de carne humana!
A menina se afastou correndo e foi falar com as estrelas. Encontrou–as sentadas, cada uma na sua cadeirinha. Todas elas foram bondosas e amáveis com ela.
A Estrela D’alva ficou em pé e lhe deu um ossinho de frango, dizendo:
- Sem este ossinho, você não poderá abrir a Montanha de Cristal, e é na Montanha de Cristal que estão seus irmãos.
A menina pegou o ossinho, embrulhou-o num pedaço de pano, e de novo se pôs a andar. Andou, andou e afinal chegou na Montanha de Cristal. O portão estava fechado; quando desembrulhou o paninho para pegar o osso, ele estava vazio! Ela havia perdido o presente da estrela… E agora, o que fazer? Queria salvar os irmãos, mas não tinha mais a chave da Montanha de Cristal.
Sem pensar muito, meteu o dedo indicador dentro do buraco da fechadura e girou-o, mas o portão continuou fechado. Então, pegou uma faca em sua trouxinha, cortou fora um pedaço do dedo mindinho, meteu o pedaço do dedo na fechadura: felizmente, o portão se abriu.
Assim que ela entrou, um anãozinho veio a seu encontro:
- O que esta procurando, minha menina?
- Procuro meus irmãos, os sete corvos.
- Os senhores corvos não estão em casa e vão se demorar bastante. Mas, se quiser esperar, entre e fique à vontade.
Assim dizendo, o anãozinho foi para dentro e voltou trazendo a comida dos corvos em sete pratinhos, e a bebida em sete copinhos. A menina comeu um bocadinho de cada prato e bebeu um golinho de cada copo, mas deixou cair o anel que trouxera dentro do último copinho. Nesse momento, ouviu-se um zunido e um bater de asas no ar.
- São os senhores corvos que vêm vindo – explicou o anãozinho. Eles entraram, quiseram logo comer e beber e se dirigiram para seus pratos e copos. Então um disse para o outro:
- Alguém comeu no meu prato! Alguém bebeu no meu copo! E foi boca humana!
E quando o sétimo corvo acabou de beber a última gota de seu copo, o anel rolou até o seu bico. Ele reconheceu o anel de seus pais e exclamou:
- Queira Deus que nossa irmãzinha esteja aqui! Então, estaremos salvos!
Ao ouvir esse pedido, a menina, que estava atrás da porta, saiu e foi ao encontro deles. Imediatamente, os corvos recuperaram sua forma humana. Abraçaram-se e se beijaram na maior alegria e, muito felizes, voltaram todos para casa.

O Bicho Manjaléu-Conto de Monteiro Lobato

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O Bicho Manjaléu
Por : Monteiro Lobato
ERA UMA VEZ um velho que tinha três filhas muito bonitas, mas um velho muito pobre, que vivia de fazer gamelas. Uma vez passou pela sua casa um lindo moço a cavalo; parou e declarou que comprar uma das moças. O velho se ofendeu; disse que por ser pobre não era nenhum malvado que andasse vendendo as filhas; mas diante das ameaças do moço teve que aceitar o negócio. Lá se foi a sua primeira filha na garupa do cavaleiro, e o velho ficou olhando para o ouro recebido.


No dia seguinte apareceu outro moço, ainda mais lindo, montado num cavalo ainda mais bonito e propôs-se a comprar a filha do meio. O velho, bastante aborrecido, contou o que se tinha passado com a primeira, e não quis aceitar o negócio. O moço ameaçou matá-lo, e também lá se foi com a segunda moça na garupa, deixando com o velho dois sacos de dinheiro.
No dia imediato apareceu terceiro moço e depois da mesma discussão lá se foi com a derradeira moça na garupa, deixando em troca três sacos de dinheiro.
O velho ficou muito rico, mas sem as filhas, e começou a criar com grandes mimos um filhinho que havia nascido fora de tempo. Quando já estava na escola esse menino teve uma briga com um companheiro, o qual lhe disse: "Você está prosa por ter pai rico, mas saiba que ele já foi um pobre diabo que vivia de fazer gamelas. Está rico porque vendeu as filhas."
O menino voltou pensativo para casa, mas nada disse. Só quando ficou moço é que pediu ao pai que lhe contasse a história das três irmãs vendidas. O pai contou tudo e ele resolveu sair pelo mundo em procura das irmãs.
No meio do caminho encontrou três irmãos brigando por causa duma bota, duma carapuça e duma chave. Indagando o valor daquilo, soube que eram uma bota, uma carapuça e uma chave mágicas. Quando alguém dizia à bota: "Bota, bote-me em tal parte!" a bota botava. E se diziam à carapuça: "Carapuça, encarapuce-me!" a carapuça encarapuçava, isto é, escondia a pessoa. E se diziam à chave: "Chave, abre!" a chave abria qualquer porta.
O moço ofereceu pelos três objetos o dinheiro que trazia e lá se foi com eles.
Logo adiante parou e disse: "Bota, bote-me em casa de minha primeira irmã." Mal acabou de pronunciar tais palavras, já se achou na porta de uma palácio maravilhoso. Falou com o porteiro. Pediu para entrar, dizendo que a dona do palácio era sua irmã. A irmã soube de sua chegada, acreditou em suas palavras e o recebeu muito bem.
__ Mas como conseguiu chegar até aqui, meu irmão?
__ Por meio da bota mágica - respondeu ele.
E contou toda a história de sua partida e do encontro dos três objetos mágicos.
Tudo correu muito bem, mas assim que começou a entardecer a irmã pôs-se a chorar.
__ Por que chora, minha irmã?
__ Ah - respondeu ela - choro porque sou casada com o rei dos Peixes, um príncipe muito bravo que não quer que eu receba ninguém neste palácio. Ele não tarda a chegar, e mata você, se enxergar você aqui...
O moço deu uma risadinha, dizendo:
__ Não tenha medo de nada. Com a carapuça mágica saberei esconder-me.
O rei chegou e logo levantou o nariz para o ar, farejando: - "Sinto cheiro de gente de fora!" mas a rainha mostrou que não havia por ali ninguém e ele sossegou. Tomou um banho e se desencantou num lindo moço.
Durante o jantar a rainha fez esta pergunta:
__ Se aparecesse por cá um irmão meu, que faria vossa Majestade?
__ Recebia-o muito bem - disse o rei - porque o irmão da rainha, cunhado do rei é. E se ele está por aqui, que apareça.
O irmão encarapuçado apresentou-se, sendo muito bem recebido. Contou toda a sua história, mas não aceitou o convite de ficar morando ali por ter de continuar pelo mundo em procura das outras irmãs. O rei olhou com inveja para as botas mágicas, dizendo: "Se eu as pilhasse, iria ver a rainha de Castela."
Na hora da partida o rei deu-lhe uma escama. "Quando estiver em apuros, pegue nesta escama e diga: Valha-me, rei dos Peixes!"
O moço agradeceu o presente e lá se foi depois de dizer à bota: "Bota, bote-me na casa de minha segunda irmã", e imediatamente se achou defronte de outro palácio, onde foi recebido pela segunda irmã, que era a esposa do rei dos Carneiros. "Meu marido logo chega por aí, a dar marradas a torto e a direito, e você não escapa."
__ Com a minha carapuça escapo - respondeu o rapaz, rindo-se. E contou a virtude da carapuça encantada. E de fato foi assim, correndo tudo direitinho como lá no palácio do reis dos Peixes. Na hora da partida o rei dos Carneiros disse: "Tome este fio de lã. Quando estiver em apuros, basta que pegue nele e diga: "Valha-me, rei dos Carneiros!" Em seguida, olhou com inveja para as botas mágicas. "Se as pilhasse, iria ver a rainha de Castela."
Logo que o moço se viu na estrada, parou e disse à bota. "Bota, bote-me em casa da minha terceira irmã", e a bota botou-o no portão dum terceiro palácio ainda mais belo que os outros. Era ali o reino do rei dos Pombos, onde tudo aconteceu como no reino do rei dos Peixes e no reino do rei dos Carneiros. Foi muito bem recebido e festejado, até que na hora da partida o rei do Pombos suspirou olhando para as botas, e disse: "Se eu pilhasse essas botas, iria ver a rainha de Castela." Em seguida deu ao moço uma pena, dizendo: "Quando estiver em apuros, pegue nesta pena e diga: "Valha-me, rei dos Pombos!"
Logo que o moço se viu na estrada, pôs-se a pensar na tal rainha de Castela que os três príncipes queriam visitar, e disse à bota mágica: "Bota, bote-me no reino da rainha de Castela!" e num instante a bota o botou lá.
Soube que era uma princesa solteira, tão linda que ninguém passava pela frente de seu palácio sem erguer os olhos, na esperança de vê-la à janela - mas a princesa tinha jurado só se casar com quem passasse pelo palácio sem erguer os olhos.
O moço então passou pela frente do palácio sem erguer os olhos e a princesa imediatamente casou com ele. Depois do casamento a princesa quis saber para que serviam aqueles objetos que ele sempre trazia consigo - e o que mais a interessou foi a chave de abrir todas as portas.
A razão disso era haver no palácio uma sala sempre fechada, onde o rei não permitia que ninguém entrasse. Nela morava o Manjaléu - um bicho feroz, que por mais que o matassem revivia sempre. A princesa andava ardendo de curiosidade de ver o bicho Manjaléu, e certa vez, em que o rei e o marido foram à caça, pegou a chave e abriu a porta da sala do mistério. Mas o bicho feroz pulou e agarrou-a, dizendo: "Era você mesma que eu queria!" E lá se foi para a floresta com a pobre moça ao ombro.
Quando o rei e o marido da princesa voltaram da caça e souberam do acontecido, ficaram desesperados. Mas o dono das botas mágicas prometeu consertar tudo. Agarrou-as e disse: "Bota, bote-me onde está minha esposa." E a bota botou-o.
O moço encontrou a princesa sozinha, pois que o Manjaléu andava pelo mato caçando.
__ Minha querida esposa - disse ele - precisamos dar cabo desse monstro feroz, mas para isso é necessário que eu saiba onde é que ele tem a vida. A vida do Manjaléu está tão bem oculta que todas as tentativas para matá-lo têm falhado. Trate de saber onde ele tem a vida.
A princesa prometeu que assim faria, e quando o Manjaléu voltou deu jeito da conversa recair naquele ponto. Manjaléu desconfiou.
__ Ahn! Quer saber onde eu tenho a vida para me matar, não é? Não conto, não.
Mas a princesa, teimosa, tanto insistiu durante dias que o bicho Manjaléu resolveu contar tudo. Antes disso ele amolou, bem amolado, um alfanje, dizendo: "Vou contar onde está minha vida mas se perceber que alguém quer dar cabo de mim corto sua cabeça com esse alfanje, está ouvindo?"
A princesa aceitou a proposta. Ele que contasse tudo que ela ficaria com pescoço às ordens do alfanje, no caso de alguém atentar contra a vida do monstro. E o bicho Manjaléu então contou: "Minha vida está no mar. Lá no fundo há um caixão; nesse caixão há uma pedra; dentro da pedra há uma pomba; dentro da pomba há um ovo; dentro do ovo há uma velinha, que é a minha vida. Quando essa vela se apagar, eu morrerei."
No dia seguinte, quando o bicho Manjaléu saiu novamente a caçar, o marido da princesa, que estivera escondido pela carapuça, apresentou-se. "E então?" - perguntou. A princesa contou-lhe direitinho tudo que ouvira ao monstro.
O moço dirigiu-se à praia do mar e pegou na escama, dizendo: "Valha-me, rei dos Peixes!" E imediatamente o mar se coalhou de peixes que indagavam do que ele queria.
__ Quero saber em que ponto do fundo do mar há um caixão assim e assim.
__ Eu sei - respondeu um enorme baiacu. - Ainda há pouquinho esbarrei nele. Esse caixão está em tal e tal parte.
__ Pois quero que me tragam aqui esse caixão.
Os peixes saíram na volada; logo depois apareceram empurrando um caixão para a praia. O príncipe abriu-o e encontrou a pedra. Como quebrá-la? Lembrou-se do fio de lã. Pegou no fio de lã e disse: "Valha-me, rei dos Carneiros!" Imediatamente apareceram inúmeros carneiros, que deram tantas marradas na pedra que a partiram.
Enquanto isso, lá longe, o Manjaléu, com a cabeça no colo da princesa e o alfanje na mão, ia sentindo coisas esquisitas.
__ Minha princesa - disse ele - estou me sentindo doente. Alguém está mexendo na minha vida.
E sua mão apertou o cabo do alfanje.
A princesa engambelou-o como pôde, para ganhar tempo. Ela saiba que seu marido, estava em procura da vida do monstro.
Assim que os carneiros quebraram a pedra, uma pombinha voou de dentro e lá se foi pelos ares. O moço lembrou-se da pena, pegou-a e disse: "Valha-me, rei dos Pombos!" Imediatamente o ar se encheu de pombos, que o moço mandou voarem em perseguição da pombinha. Os pombos foram atrás dela e a pegaram. O moço tomou-a, espremeu-a e fez sair um ovo.
Lá longe o Manjaléu se sentia cada vez mais pior. Começava a desfalecer; e como não tivesse dúvidas sobre o que era aquilo, foi levantando o alfanje para degolar a princesa. Mas não teve tempo. O moço havia quebrado o ovo e assoprado a velinha. A mão do Manjaléu moleou - e seus olhos fecharam-se para sempre.
Estava o reino de Castela livre daquele horrendo monstro. O moço levou a princesa para o palácio, onde o rei a recebeu com lágrimas nos olhos. E para comemorar o grande acontecimento decretou uma semana inteira de festas. E acabou-se a história.

Fontes:
MONTEIRO LOBATO, José Bento. Histórias de Tia Nastácia. São Paulo: Brasiliense, 1972. Obras Completas - vol. 4A. pp. 102-5.
Foto ilustrativa de paulosaracchini

sábado, 25 de junho de 2011

Conto Japonês-Kaguya Hime-A Princesa da Lua





Kaguya Hime-A Princesa da Lua
por: contos de Mukashi
UM CASAL DE VELHINHOS morava bem ao fundo de um bambuzal... Eles não tinham filhos e viviam modestamente fazendo cestos e caixotes de taquara. Certo dia, quando o velhinho cortava bambus, viu que um deles brilhava muito pela raiz. "Mas o que será isso?" Curioso, o velhinho cortou o bambu com o machado. Dentro do bambu, uma linda menininha! Ela era tão pequenina que cabia na palma da mão. O velhinho levou a menina para casa e mostrou para a mulher: "Foi Deus quem nos enviou!" A velhinha também ficou muito feliz e disse:
__ Vamos chamá-la de Kaguya Hime!
il. Lúcia Hiratsuka Depois desse dia, o velhinho começou a encontrar outros bambus brilhando. E, de dentro, saíam muitas moedas de ouro. Só havia uma explicação: era a menina quem lhes trazia tanta sorte.
Kaguya Hime cresceu rápido. Depois de três meses, ela se transformou em uma bela moça, tão bela quanto um raio de luar. Logo a beleza da jovem começou a ser comentada pela região. Muitas pessoas vinham só para vê-la e formava-se uma longa fila em frente a casa. Pretendentes também não paravam de chegar: alguns vinham de muito longe, outros eram pessoas importantes. Mas ela...
Ela não queria se casar com ninguém!
No entanto, cinco dos pretendentes vinham todos os dias, sempre com pedidos de casamento. Kaguya Hime então disse "Se algum de vocês conseguir trazer os objetos que eu pedir, então me casarei com essa pessoa: um vaso de pedra dos deuses que nunca se quebra, o galho de uma árvore de pedras vermelhas, um manto de pele de animal que não se queima no fogo." Os objetos que Kaguya Hime pediu eram todos impossíveis de serem conseguidos. Os pretendentes tentaram falsificá-los, mas todos foram desmascarados.
Um dia, o próprio príncipe chegou à casa de Kaguya Hime:
__ Sua beleza é ainda maior que sua fama. - e ele pediu: Gostaria muito que se casasse comigo. Mas a moça respon-deu: "Eu não posso me casar com ninguém." O príncipe respeitando a sua vontade, voltou triste para o seu palácio.
As cores do Outono tingia o céu...
Kaguya Hime começou a olhar para a lua, com grande tristeza... uma tristeza que ia aumentando a cada dia. Os pais ficaram muito preocupados e, então, perguntaram:
__ Por que você fica olhando a lua, assim tão triste?
__ Estou triste porque logo preciso ir embora. Na verdade vim de muito longe. Sou uma princesa do reino da lua e, na próxima cheia, virão me buscar.
Os velhinhos ficaram muito assustados: como se separar de uma filha tão querida?

Chegou a temida noite de lua cheia.
Os velhinhos pediram ajuda ao príncipe que enviou um batalhão de mil homens para impedir que alguém se aproximasse da casa. A princesa foi levada para o quarto dos fundos e os velhinhos aguardaram ao lado da jovem.
De repente, a lua começou a brilhar, brilhar, brilhar cada vez mais forte. "Preparem os arcos!" -- gritou o chefe da Guarda! Cegos com a luz da lua, ninguém pôde ver a chuva de pétalas que caía, nem a grande comitiva que descia, montada em nuvens, trazendo uma carruagem dourada... Quando todos puderam abrir os olhos, a comitiva já ia alta, levando embora a princesa.

CONTAM AINDA que Kaguya Hime deixou para os pais uma poção mágica de vida eterna. Mas sem a filha querida, os velhinhos não quiseram viver eternamente. Então, queimaram a poção na montanha mais alta e, até hoje, um fio de fumaça bem branquinha continua subindo ao céu, ou talvez, até a lua... essa montanha é o Monte Fuji.




Fontes:http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html


Músicas da Toca


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