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terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Czar Saltan-Conto Russo


O Czar Saltan

Conto Russo
Há muito tempo, em um longínquo reino, três irmãs estavam no pátio de sua casa conversando, quando começaram a imaginar o que fariam se casassem com o Czar Saltan.

A mais velha disse: "Eu prepararia uma grande festa e convidaria o mundo inteiro. Faria os pratos mais delicados e raros e todos louvariam a magnificência do Czar".

A segunda irmã disse: "Eu teceria roupas maravilhosas, com o linho mais fino e fios de ouro e prata, para vestir o Czar e toda sua corte".

A mais nova e sonhadora disse: "Eu daria ao Czar um filho, um herdeiro incomparavelmente belo e valente, que seria o orgulho de todo o Reino".

Acontece que o Czar, que passeava pela cidade, havia se aproximado da cerca e ouvira toda a conversa. Quando ouviu as palavras da última moça, se apaixonou por ela, entrou no pátio da casa e pediu que ela se tornasse sua mulher. Os dois se casaram na mesma noite e conceberam um filho logo depois. Para as outras irmãs, o Czar também concedeu seu desejo: a mais velha tornou-se cozinheira do palácio, e a segunda passou a liderar as tecelãs reais.

Alguns meses depois, o Czar teve que partir para a guerra, afastando-se de sua amada esposa. Enquanto ele estava fora, a rainha, sua esposa, deu à luz ao seu filho, um lindo menino, forte e saudável como nunca se vira. Um cavaleiro foi enviado ao Czar para contar as boas novas. No entanto, as duas irmãs, que invejavam sua irmã porque se tornara Czarina enquanto elas eram apenas serviçais do castelo, seqüestraram o cavaleiro e, com a ajuda de uma velha criada chamada Barbarika, embebedaram o cavaleiro e o substituíram pelo seu próprio mensageiro. O mensageiro levou ao Czar uma mensagem diferente, onde estava escrito: “Sua esposa, a rainha, não pariu nem filho, nem filha, nem um rato, nem um sapo, mas deu à luz uma criaturinha estranha que ninguém soube dizer o que era”.

Quando leu essa mensagem, o Czar ficou mortificado, mas não quis que ninguém fizesse mal a sua amada, apesar desse acontecimento. Então escreveu uma carta dizendo a sua esposa que esperasse seu retorno antes de tomar qualquer atitude e enviou o mensageiro de volta para seu Reino. As irmãs intrigantes, de posse da mensagem do Czar, trocaram-na por uma carta falsa que ordenava que a rainha e seu bebê fossem postos em um barril e atirados ao mar. Então enviaram o cavaleiro ainda bêbado de volta para o castelo com a mensagem falsificada.

Uma ordem do Czar deveria ser obedecida como lei, sem questionamento, então os guardas do palácio puseram a rainha e seu filho em um barril e jogaram-no na água. Enquanto a rainha chorava dentro do barril, seu filho crescia e ficava mais forte, não a cada dia, como todas as crianças, mas a cada minuto. Então ergueu-se o mais que podia e pediu às ondas para levá-los para a terra seca. As ondas obedeceram, e ele e sua mãe foram levados até uma ilha deserta.

Os dois estavam com muita fome, então o filho fez para si um arco e algumas flechas, usando pequenos ramos de uma árvore, e foi caçar. Perto do mar, ele ouviu um grito penetrante, e viu um pobre cisne branco lutando contra um grande falcão negro. O falcão estava quase cravando seu bico no pescoço do cisne, e o jovem, penalizado, atirou uma flecha matando o falcão, que caiu inerte nas águas revoltas do mar. O cisne branco nadou até o rapaz, agradeceu com uma mesura e disse: “Você não matou apenas um falcão, na verdade ele era um feiticeiro mau. Por salvar a minha vida, eu o servirei para sempre”.

O filho retornou a sua mãe e contou a ela sua aventura. Como já anoitecera, era muito arriscando eles saírem atrás de comida e água, assim, eles decidiram dormir naquele local. Na manhã seguinte, quando acordaram, encontraram uma cidade maravilhosa erguida diante deles, onde antes não havia nada. Os dois ficaram maravilhados com as cúpulas douradas dos mosteiros e igrejas atrás dos muros brancos da cidade. “Nossa, olhe o que o cisne fez!”, o rapaz pensou. Os dois caminharam para dentro da cidade onde uma multidão o aclamou soberano. Na mesma tarde, na catedral, ele foi coroado Príncipe Gvidon.

Um dia, um navio mercante estava navegando ao largo da ilha, quando seus marinheiros viram ao longe a extraordinária cidade murada. Os canhões da cidade sinalizaram convidando o navio a aportar. O Príncipe Gvidon os recebeu e ofereceu-lhes comida e bebida. Ele perguntou o que eles tinham para vender e aonde estavam indo. “Nossa carga é de peles”, eles disseram, “Nós saímos da Ilha de Buyan e estamos indo para o Reino do Czar Saltan”.

Gvidon pediu aos marinheiros mercantes para transmitir seus cumprimentos ao Czar, que ele sabia que era seu pai. A mãe do Príncipe contara a ele sobre o Czar e sobre a carta que levara à expulsão dos dois. No entanto, Gvidon em seu íntimo não podia acreditar que seu pai, que amara tanto sua mãe, fosse tão mau a ponto de fazer uma coisa dessas sem nenhum motivo e sonhava em conhecê-lo.

Enquanto os marinheiros mercantes se preparavam para deixar a ilha, o Príncipe foi para a beira do mar entristecido, pensando em seu pai. O cisne apareceu e perguntou: “O que está errado, por que você está tão abatido?”. “Eu apenas queria ver o meu pai, o Czar Saltan”, Gvidon respondeu. Então, salpicando-lhe água, o cisne transformou o Príncipe em um pequeno mosquito, de forma que ele pudesse se esconder em uma rachadura no mastro do navio que partia e assim chegasse à terra de seu pai.

Quando o navio chegou ao Reino do Czar Saltan, o Czar saudou os marinheiros e pediu a eles que falassem sobre as terras por onde passaram. Os marinheiros contaram ao Czar a respeito da ilha e sua cidade de muros brancos e da hospitalidade do Príncipe Gvidon. O Czar, sem saber que o Príncipe era seu filho, expressou sua vontade de ver essa bela cidade de qualquer maneira. As duas irmãs e a velha Barbarika não queriam deixá-lo ir e começaram a falar como se não houvesse nada de maravilhoso na história que os marinheiros contaram. “O que é realmente extraordinário”, disseram, “é um esquilo que fica debaixo de um abeto, quebrando nozes de ouro, cujo interior é de pura esmeralda, enquanto canta uma canção. Isso sim é algo extraordinário!”

Ouvindo isso, o mosquito, que na verdade era o Príncipe Gvidon, ficou zangado e deu uma ferroada no olho direito da Barbarika. Depois de voar de volta a sua ilha, Gvidon contou ao cisne a história que ouvira sobre o notável esquilo. Ao deixá-lo, o Príncipe caminhou para o jardim de seu castelo e eis que lá estava um esquilo assentado sob um abeto, cantando enquanto quebrava nozes de ouro!!! O Príncipe ficou muito feliz e ordenou que uma casa de cristal fosse construída para o animalzinho, guardas vigiassem ao pé do abeto dia e noite e um escriba registrasse cada casca de ouro e cada esmeralda.

Algum tempo depois, um segundo navio chegou à ilha enquanto rumava para as terras do Czar. O Príncipe sentiu novamente o desejo de ver seu pai e contou para o cisne que queria viajar de novo. Desta vez, a ave branca transformou o Príncipe em uma mosca e dessa forma ele pôde se esconder novamente em uma rachadura do navio.

Depois que o barco chegou ao reino, os marinheiros contaram ao Czar Saltan sobre o maravilhoso esquilo que haviam visto na cidade de muros brancos. Saltan outra vez desejou visitar a fabulosa cidade onde havia tal maravilha, mas novamente as duas irmãs e Barbarika ridicularizaram a história dos marinheiros, falando, por sua vez, de maravilha maior: trinta e três belos e jovens cavaleiros, liderados pelo velho Chernomor, erguendo-se do fundo do mar enraivecido. A mosca, que era Gvidon, ficou tão zangada com as mulheres que deu uma ferroada no olho esquerdo de Barbarika, antes de voar de volta à ilha.

Uma vez em casa novamente, ele contou ao cisne sobre o velho Chernomor e os trinta e três cavaleiros, lamentando que nunca veria tal maravilha. “Esses cavaleiros são das grandes águas que eu conheço”, disse o cisne. “Não fique triste, porque esses cavaleiros são todos meus irmãos e virão para servir você.”

Mais tarde, o Príncipe retornou ao palácio, subiu em uma das torres e olhou atentamente para o mar. Subitamente, uma onda gigante levantou-se sobre a costa, e, quando recuou, trinta e três cavaleiros vestidos de armadura, liderados pelo velho Chernomor, emergiram, prontos para servir o Príncipe Gvidon. Eles prometeram que sairiam todos os dias do fundo do mar para proteger a cidade.

Alguns meses depois, um terceiro navio chegou à ilha. Como das outras vezes, o Príncipe deu as boas-vindas para os marinheiros e pediu que transmitissem seus cumprimentos ao Czar Saltan. Enquanto os marinheiros preparavam-se para seguir a jornada, o Príncipe disse ao cisne que não podia esquecer o seu pai e desejava vê-lo ainda uma vez mais. O cisne então transformou o príncipe em um besouro.

O navio chegou ao Reino e os marinheiros contaram ao Czar Saltan sobre a maravilhosa cidade que eles viram e como todos os dias trinta e três cavaleiros e o velho Chernomor emergiam do fundo do mar para proteger a ilha.

O Czar ficou maravilhado com isso e desejou ainda mais ver essa terra extraordinária, mas, de novo, foi convencido pelas duas irmãs e pela velha Barbarika de que não valia a pena. Elas menosprezaram a história dos marinheiros e disseram que havia algo mais extraordinário: em um palácio de coral, no fundo do mar, vivia uma princesa tão bela que não se podia tirar os olhos dela. “A luz do dia fica pálida comparada a sua beleza, a escuridão da noite é iluminada pela sua presença. Quando ela fala, é como o murmúrio de um riacho tranqüilo. Isso sim é realmente uma maravilha!”, disseram. Gvidon, o besouro, ficou zangado com as mulheres uma vez mais e deu uma ferroada no nariz da Barbarika. Elas tentaram apanhar o besouro, mas foi em vão. Ele já estava a caminho de casa, em segurança.

Depois de sua chegada, Gvidon caminhou pela praia, onde encontrou o cisne branco. “Por que você está tão abatido desta vez?”, perguntou o cisne. Gvidon, suspirando, disse: "Estou triste porque não tenho uma esposa". Ele relatou a história que ouvira a respeito da linda princesa que morava no mar, cuja beleza iluminava a escuridão, cujas palavras fluíam como um riacho murmurante. O cisne, depois de um longo silêncio, afirmou que tal princesa realmente existia e que a conhecia. “Mas uma esposa”, continuou, “não é coisa que se conquiste tão facilmente quanto o esquilo e os cavaleiros.” Gvidon disse que entendia, mas que estava pronto para caminhar pelo resto de sua vida e por todos os cantos do mundo para encontrar essa princesa maravilhosa. Ao ouvir isso, o cisne suspirou e disse: “Não há necessidade de viajar, não há necessidade de se cansar, a esposa que deseja você já conheceu. Essa princesa sou eu!”.

Com isso, o cisne agitou suas asas e transformou-se na linda mulher sobre a qual o Príncipe tinha ouvido falar. Os dois apaixonadamente se abraçaram e se beijaram, e Gvidon levou-a para encontrar sua mãe. O Príncipe e a linda moça casaram-se na mesma noite.

Algum tempo depois, mais um navio que ia para o reino do Czar Saltan chegou à ilha. Novamente, o Príncipe Gvidon recebeu os marinheiros e, quando eles iam embora, pediu a eles que enviassem seus cumprimentos ao Czar e dissessem a ele que o Príncipe Gvidon o convidava para visitar a ilha. Encantado com sua nova esposa, Gvidon decidiu não deixar a ilha desta vez.

Quando o navio chegou ao Reino do Czar Saltan, os marinheiros contaram novamente ao Czar sobre a fantástica ilha que haviam visto, com a cidade de muros brancos, o esquilo cantante quebrando nozes de ouro, os trinta e três cavaleiros com armadura erguendo-se do fundo do mar e a doce Princesa de beleza incomparável.

Desta vez, o Czar, ignorando as observações das duas irmãs e da Barbarika, mandou preparar seu navio e navegou para a ilha imediatamente com sua corte.

Quando alcançou a ilha, o Príncipe Gvidon estava lá para receber o Czar. Sem contar quem realmente era, Gvidon levou-o, com suas duas cunhadas e a Barbarika, ao palácio. Ao longo do caminho o Czar viu todas as coisas a respeito das quais tanto ouvira falar. Nos portões, estavam os trinta e três cavaleiros de armadura e o velho Chernomor montando guarda. No pátio, estava o esquilo notável, cantando uma canção e roendo uma noz de ouro. No jardim, estava a linda princesa, mulher de Gvidon. Então, o Czar viu algo inesperado: parada, ao lado da princesa, estava a mãe de Gvidon, a mulher há muito tempo perdida do Czar. Saltan reconheceu-a imediatamente. Com lágrimas correndo por suas faces, correu para abraçar sua amada, e anos de mágoas foram esquecidos. Então percebeu que o Príncipe Gvidon era seu filho, e os dois lançaram-se um nos braços do outro.

Uma alegre festa teve início. As duas irmãs e Barbarika tentaram fugir, envergonhadas, mas os trinta e três cavaleiros logo as encontraram e as levaram de volta ao palácio. Elas caíram em lágrimas aos pés do Czar confessando tudo, mas todos estava tão felizes que as perdoaram e deixaram que partissem em paz. O Czar Saltan, a Czarina, o Príncipe Gvidon e a Princesa foram felizes pelo resto de seus dias.




Fontes:
http://www.bazardaspalavras.com.br/orange/kazan/fada/saltan.htm


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