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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Shippeitaro-Conto Japonês

Shippeitaro 
Por Mary F. Nixon-Roulet(Histórias folclóricas japonesas e contos de fadas)
(texto  de tradução corrigido por Morgana )
Era uma vez havia um rapaz corajoso soldado que estava procurando sua fortuna no mundo. Um dia ele perdeu o seu caminho em uma floresta sem caminhos, e andou até chegar finalmente a uma pequena clareira no meio da qual havia um templo em ruínas. As árvores enormes acenavam acima de suas paredes, e as folhas no mato sussurravam ao seu redor. Nenhum sol já havia brilhado  lá, um lugar aonde ser humano nenhum jamais viveu.. A tempestade estava chegando, e o rapaz soldado se refugiou entre as ruínas. A Tempestade estava Chegando, e o rapaz soldado se refugiou nas Ruínas. "Isso é tudo que eu precisava", disse ele. "Aqui terei abrigo  e refugio da tempestade" e um lugar confortável para dormir " Então, ele envolveu-se em seu manto, e, deitado, logo adormeceu profundamente. . Mas seu sono não durou muito tempo. À meia-noite, ele foi despertado por gritos temerosos, e surgindo a seus pés, ele olhou para a porta do templo. A tempestade tinha acabado. A tempestade já havia acabado.O luar brilhava. E lá ele viu o que parecia ser uma tropa de gatos monstruosos, que como fantasmas enorme marcharam em todo o espaço aberto em frente do templo. Eles dançavam uma dança selvagem, proferindo gritos, uivos e risos ímpios. Em seguida, todos eles cantaram juntos:  "Não sussurre Shippeitaro que os gatos fantasmas estão  por perto - Não sussurre Shippeitaro, para que ele não aparecer em breve!" O rapaz soldado se agachou atrás da porta, ele era muito corajoso ,mas não queria que as criaturas o vissem. Mas em breve, com um coro de gritos selvagens, os gatos fantasmas desapareceram tão rapidamente como tinham chegado, e tudo estava quieto como antes. Então o rapaz soldado deitou-se e foi dormir novamente,acordou pela manhã com o sol espreitando pelo templo. Ele rapidamente encontrou seu caminho para fora da floresta e caminhou até  chegar a casa de um camponês.  Quando ele se aproximou, ouviu sons de choro amargo. Uma jovem e linda donzela veio atende-lo na porta, e seus olhos estavam vermelhos de chorar.. Ela cumprimentou-o gentilmente. Ela cumprimentou-o gentilmente.
"Você tem um pouco comida?"  disse ele.
 
 
"Entre e seja bem-vindo!", disse ela. "Meus pais estão almoçando, um almoço bem simples. Você pode se juntar a eles, pois ninguém passa nossa porta com fome."
. Agradecendo-lhe o rapaz entrou, e seus pais cumprimentaram-no com cortesia,pareciam infelizes, e compartilharam seu pequeno-almoço com ele. Ele comeu bem, e, quando  terminou, levantou-se para ir. . "Muito obrigada pela refeição amigos, desejo tudo de bom e felicidades a vocês", disse ele,
"A felicidade nunca pode voltar a ser nossa!"respondeu o velho, chorando.
"Vocês estão com problemas então?", disse o rapaz. "Conte-me sobre isso - talvez eu possa ajudá-lo de alguma forma."
"Ai de mim!" "Ai de mim!" respondeu o velho: "Não há dentro da floresta ali um templo em ruínas. É a morada dos horrores terrível demais para palavras. A cada ano um demônio, a quem ninguém jamais viu, exige que o povo desta terra dar-lhe uma linda donzela para devorar. Ela é colocado em uma gaiola e levada para o templo apenas ao pôr do sol. Este ano é a vez da minha filha para ser oferecida ao demônio! " respondeu o velho:.. "E o velho enterrou o rosto nas mãos e gemeu.
O rapaz soldado parou para pensar por um momento, então ele disse: "É terrível, de fato Mas não se desespere eu acho que sei uma maneira de ajudá-lo!.. Quem é Shippeitaro?
  "Shippeitaro é um cão bonito, de propriedade de nosso senhor, o príncipe", respondeu o velho. "Shippeitaro e hum Cão bonito, de Propriedade de Nosso Senhor, o príncipe", respondeu o velho.
"Só manter sua filha perto de casa. Não a deixe fora de sua vista. Confie em mim e ela será salva." "É só manter sua filha perto de casa.  Então o rapaz soldado saiu correndo e encontrou o castelo do príncipe. Ele implorou que ele poderia pedir Shippeitaro apenas por uma noite.
"Você pode levá-lo sob a condição de que você trazê-lo de volta em segurança", disse o príncipe.
"Amanhã ele deve voltar em segurança", respondeu o rapaz.
Tomando Shippeitaro com ele, ele correu para casa do lavrador, e, quando a noite chegou, ele colocou o cão na gaiola aonde deveria ter sido colocada  a donzela.
Os moradores em seguida levaram a gaiola para o templo em ruínas, e, colocaram-na  no chão, e sairam correndo tão rápido quanto suas pernas podia levá-los..

O Rapaz, Rindo Baixinho, escondeu-se como antes. O templo estava tão silencioso que ele acabou adormecendo .À meia-noite, ele foi despertado pelos gritos selvagens, da mesma forma que tinha ouvido na noite anterior.  Ele se levantou e olhou para a porta do templo. Através da escuridão, ao luar, veio a tropa de gatos fantasmas. Desta vez, eles estavam sendo conduzidos por um grande gato, feroz e preto.. Quando chegaram mais perto eles cantaram com grito sobrenatural:  "Não diga a Shippeitaro que os gatos fantasmas estão perto  -Não diga a Shippeitaro , para que ele não apareça em breve!"
Quando o grande gato fantasma  avistou a gaiola  começou a proferir palavras assustadoras ,em seguida pulou em cima da gaiola,e com um golpe de suas garras  rasgou a tampa.Mas em vez da linda donzela que ele esperava para devorar,pulou fora Shippeitaro!
 O cão saltou em cima do grande gato, pegando-lhe pela garganta -, enquanto os gatos fantasma pararam de espanto.O valente rapaz pegou a sua espada e correu para o lado Shippeitaro, e  com os dentes Shippeitaro e golpes duros do rapaz, em um instante, acabaram com o grande gato. Quando o gatos fantasmas viram isso, proferiram um grito selvagem e fugiram, para nunca mais voltar
. Então o rapaz soldado, levando Shippeitaro, voltou em triunfo para casa do camponês. Lá em terror a donzela aguardava a sua chegada, mas grande foi a alegria de si mesma e de seus pais quando souberam que o grande gato não existia mais.
"Oh, senhor", gritou a moça, "Eu nunca poderia agradecê-lo! Eu sou o única filha de meus pais, e ninguém teria sido deixado para cuidar deles, se eu tivesse sido vítima do monstro."
"Não me agradeça", respondeu o rapaz.  "Foi graças ao corajoso Shippeitaro . Foi ele quem pulou por cima do grande gato e afugentou os gatos fantasmas."

fontes:

http://www.apples4theteacher.com/holidays/halloween/kids-short-stories/shippeitaro.html



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Contos e Lendas do Japão-A Raposa(Kitsune)

A Raposa(Kitsune)
No folclore japonês, a raposa e o texugo eram considerados ilusionistas e viviam pregando peças. Conta uma antiga lenda que, nos arredores de uma pequena cidade, vivia uma família de raposas. Elas eram famosas pelo modo original de iludir as pessoas. Muito criativas, ninguém conseguia escapar de suas artimanhas.
Uma dessas raposas transformava-se em um homem barbeiro e deixava careca todos os clientes que o procuravam para fazer penteados ou aparar os cabelos. Assim, todos os homens da cidade ficaram de cabeças raspadas. Por isso, o animal encantado acabou ganhando o apelido de kitsune tokoya, ou seja, “raposa barbeira”.
Certo dia, houve, na casa do conselheiro da cidade, uma reunião para por fim àquela situação. Afinal, numa época em que os penteados estavam na moda para homens em todo o Japão, não era admissível que só aqueles da pequena cidade não pudessem andar de cabeça erguida. Apesar de haver unanimidade na decisão de fazer a raposa parar com a brincadeira, ninguém tinha sugestão de como fazer isso. Então, descobriram que, entre todos os homens da cidade, havia um que ainda mantinha seu belo penteado. Era um samurai jovem e esperto chamado Saizoemon. Diziam que seu único defeito era ser convencido.
Assim, o conselho de cidadãos resolveu chamá-lo para saber como havia conseguido safar-se da ardilosa brincadeira da raposa barbeira.
Chegando ao local da reunião, o samurai foi logo dizendo:
– Sabem por que se deixaram enganar por uma raposa? Simples, porque vocês são tolos. Sendo assim, não adianta ficar discutindo o dia todo, porque não vão chegar a conclusão alguma. No entanto, eu sei como dar um jeito. Então, o que estão esperando? Admitam a incompetência e me implorem para castigá-la.
Apesar de a arrogância irritar os presentes, ninguém viu outra alternativa senão pedir humildemente para que Saizoemon desse um jeito na atrevida raposa.
O samurai pegou uma lança e foi para o bosque, onde todos diziam que havia esconderijos de raposas. Quando caminhava por uma trilha entre árvores de pinho, cruzou com uma bela garota de olhar malicioso, que o cumprimentou:
– Boa tarde, Saizoemon, está passeando pelo bosque?O samurai logo desconfiou que era um truque ilusionista da raposa e atacou com sua afiada lança. A moça, assustada, esquivou-se do golpe deixando aparecer uma cauda branca.
– Eu tinha razão, sua raposa safada. Agora, você não vai escapar de meu golpe – assim dizendo, atacou a raposa, que voltou ao seu formato e fugiu apavorada.
Vitorioso na primeira investida, ele ficou mais convencido de sua esperteza e foi caminhando mata adentro.
Numa clareira do bosque, viu outra mulher que parecia estar descansando. Logo desconfiou de que se tratava de outra raposa.
Assim que a mulher saiu andando, ele a seguiu, escondendo-se atrás das árvores enquanto observava-a.
Num momento, a mulher agachou e juntou um punhado de capim seco. Dobrou os capins e, com eles, fez um boneco.
Saizoemon segurou a respiração e observou atentamente.
A mulher esticou os braços levantando o boneco e assoprou com força. Como num passe de magia, o boneco ganhou vida, transformando-se num bebê humano. Embora espantado, o samurai não tinha mais dúvida de que se tratava de uma raposa.
Com o bebê no colo, a mulher entrou na casa de um lenhador e foi recebida por uma velhinha com grande alegria.
– Nossa – pensou Saizoemon – a raposa está tentando enganar a pobre velhinha. Preciso agir imediatamente. Assim dizendo, adentrou a casa derrubando a porta com o pé. Encostando a lança no pescoço da mulher, ele disse:
– Cuidado, minha senhora, esta raposa está tentando lhe enganar. Este bebê é um punhado de capim seco, vi com meus próprios olhos quando ela fez a magia – dizendo isso, o samurai apanhou uma corda e amarrou a mulher. A velhinha, que não estava entendendo nada, protestou:
– Senhor samurai, o que está fazendo com a minha nora, o senhor é um maluco?
– Santa ignorância a sua, minha senhora! Será que não percebe que esta é uma raposa astuta?! Fique olhando calada que vou provar o que estou dizendo.
– Pare, senhor, está completamente enganado. Meu neto não é um punhado de palha, veja é uma criança de carne e osso.
– Minha senhora, quando uma raposa se faz passar por gente, para quebrar o encanto, é necessário fazer fumaça com folha de cedro. Assim que a fumaça encobrir a raposa encantada, logo aparece um rabo branco e, depois, ela volta ao seu formato original.
Assim dizendo, Saizoemon arrastou a mulher amarrada para fora da casa, fez um monte de folhas de cedro e botou fogo para fazer fumaça.
A velhinha gritava desesperada para que Saizoemon parasse com aquele ato bárbaro.
– Por favor, pare com isso, o senhor vai matar a minha nora, a mãe de meu querido netinho.
Sem se importar com as súplicas da velha senhora, o samurai deixou a mulher coberta de fumaças, o que provocou muitas tosses.
– Não se preocupe, senhora, assim que quebrar o encanto, seu netinho vai voltar a ser um simples punhado de capim.
Por mais que a fumaça envolvesse a mulher, não aparecia nenhum rabo de raposa e ela continuava tossindo desesperadamente.
– Pare com isso, ela está morrendo, não está vendo o mal que está fazendo?
Saizoemon não parava. Estava convicto que aquela era uma raposa encantada. De repente, a mulher caiu e ficou esticada no chão.
– Minha nora morreu! Você matou a minha nora! Meu netinho vai ficar órfão! Quanta crueldade!
Saizoemon levou um susto. Balançou e desamarrou a mulher desesperadamente. Todas as tentativas para reanimá-la pareciam inúteis. O samurai foi tomado de um grande arrependimento e, prostrado no chão, reconheceu seu engano.
– Matei essa pobre mulher por engano. Que erro terrível cometi! Não sou digno de continuar sendo um samurai.
Nesse exato instante, apareceu um monge no local.
– O que aconteceu por aqui? Parece uma tragédia.
O samurai contou todo o seu infortúnio dizendo quanto estava pesaroso pelo imperdoável engano.

– Sua alma jamais terá paz enquanto não purificar seu espírito.


A alma da pobre mulher, morta por engano, inconformada por tamanha injustiça, não terá paz. Vai se tornar, com certeza, uma alma penada. É necessário que reze muito, mas muito mesmo, por ela. Raspe sua cabeça e torne-se um monge, assim poderá dedicar muitas orações a sua pobre alma.
Saizoemon concordou que essa era melhor solução, já que era indigno de continuar sendo um samurai. Pediu, então, ao sacerdote que lhe raspasse a cabeça e o ordenasse monge.
Atendendo à vontade do samurai arrependido, o monge raspou a cabeça de Saizoemon. Quando terminou de raspar, o monge desapareceu num passe de mágica. Não só ele como a casa, o bebê, a velhinha e a mulher que parecia morta.
Nisso, o povo da cidade encontrou Saizoemon sentado sobre uma pedra com a cabeça raspada.
– Vejam, a raposa barbeira conseguiu enganar Saizoemon também!
A raposa conseguiu iludir Saizoemon seguindo todos os seus passos. Assim, o samurai tornou-se alvo de gozação de todos na cidade, até que se tornou um cidadão humilde.


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