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domingo, 21 de agosto de 2011

Monstros da Infância-Explicações


Todos temos medo de monstros.

Sim, você também, caro leitor corajoso e destemido.

Antes de negar com veemência, preste atenção nesta postagem e entenda o que são esses terríveis seres imaginários.

A palavra monstro vem do latim monstrum, que significa “mostrar” ou “advertir”. Para os gregos, a palavra equivalente a monstro era “teras”, que pode ser interpretada como um sinal enviado pelos deuses ou uma advertência para um perigo que poderia ocorrer, ou seja, para gregos e romanos, os monstros podiam significar alerta. Por quê?

Porque a imagem dessas criaturas é a personificação do medo do desconhecido, ou ainda, medo de predadores bem conhecidos – algo que todos os povos possuem e em todas as épocas (inclusive atual).

Nossos medos mais primitivos, na verdade, já vêm carimbados no nosso DNA. Pesquisas realizadas em escolas de Chicago, por exemplo, mostram que os maiores medos das crianças são leões, tigres e cobras – perigos inexistentes na cidade onde estão.

Fonte da Imagem:  Weno

Em seu livro “Como a Mente Funciona”, o cientista cognitivo Steven Pinker descreve os medos clássicos que espontaneamente desenvolvem-se nas crianças de até cinco anos de idade, e que certamente já tivemos um dia, tais como aranhas, escuridão, cobras, águas profundas. E há uma resposta biológica para esses medos, ou melhor, há lógica neles. Em todas as sociedades, o bestiário universal incorpora os medos inatos, por isso é tão comum histórias com serpentes enormes que habitam as profundezas do mar ou de um lago (medo de cobras e águas profundas), de aracnídeos gigantes (medo de aranhas) ou de monstros que vivem em cavernas profundas ou que apenas atacam durante a noite (medo do escuro).

Temer os monstros é o que manteve – e vem mantendo – a raça humana viva e feliz, perambulando sobre a Terra. Nós temos medo de cobras e aranhas certamente não porque elas são grandes e podem nos atacar, mas porque geralmente são venenosas. Então esse medo nos leva a evitar esses bichos, o que provavelmente salvou vidas e se tornou impresso geneticamente, diz o antropólogo norte-americano David Gilmore, especialista no estudo dos monstros.

Entretanto, nossos terrores noturnos não ficam baseados só nisso. O que a história mostra é que, desde os primórdios dos contos de horror, o que mais assusta o homem é a possibilidade de ser devorado. Isso pode ser observado desde o clássico Beowulf, até o moderno (nem tanto assim) “Tubarão”, ou ainda com os atuais “zumbis”.

Um dos primeiros exemplos de monstros de que se tem registro é Humbaba (rosto repleto de intestinos retorcidos, hálito de fogo e mandíbulas mortíferas), descrito no poema babilônico de Gilgamesh, considerado a primeira grande epopeia da humanidade, com versões datando de cerca de 2.000 a.C.. O poema narra a luta e vitória do herói Gilgamesh contra essa espécie de demônio. A batalha é um dos primeiros encontros entre herói e monstro, mas está longe de ser o último. A lista de duelos míticos é longa, com exemplos de inúmeras sociedades: Marduk contra Tiamat entre os antigos babilônios; Ninurta contra Anzu, na civilização suméria; Hércules contra Cérbero entre os gregos.

Com o passar do tempo, os monstros mudaram um pouco, mas não deixaram de ser “alertas de perigo próximo”.

No final do século 18, com o Romantismo, os monstros não mais existiam simplesmente para serem vencidos ou destruídos. Photobucket Eles eram projeções distorcidas de nós mesmos. Portanto, ainda representavam tudo o que tememos, mas não tinham mais características físicas assustadoras e animalescas, e sim características inconfundivelmente humanas.

São exemplos de criaturas da literatura dessa época monstros como “Frankenstein” (Mary Shelley); “O Médico e o Monstro” (Robert Louis Stevenson) cujo monstro fazia parte do homem, ou eram o próprio homem, como em “A Metamorfose” (Franz Kafka).

Todas elas apresentam monstros que se encaixam no significado original de “advertência” do termo.

Fonte da imagem: Gibanes World

Em “A Metamorfose“, por exemplo, o caixeiro-viajante Gregor Samsa se descobre transformado num inseto monstruoso ao acordar em casa numa certa manhã. Em pouco mais de 100 páginas, Kafka conta a rápida história de alienação e abandono ao qual Samsa se vê mergulhado, até morrer ignorado pela família e pela própria sociedade da época. Seria uma “advertência” à impessoalidade do mundo contemporâneo, que poderia gerar uma “desumanização” dos seres humanos.

No século 20, os filmes pós-Segunda Guerra Mundial com monstros gigantes, que geralmente são explicados como consequências da era nuclear, fazem parte dessa tradição. Godzilla e afins também nos remetem então ao significado original da palavra monstro: alerta. O mau uso da tecnologia e a viagem ao desconhecido são caminhos que podem ocultar monstros, estejam eles no espaço exterior, estejam eles no microcosmo do nosso próprio planeta.

Não podemos esquecer de mencionar os queridos ETs. O medo de criaturas oriundas de outros planetas é um “alerta” sobre o nosso tamanho – e chances de lutas – perante o Universo – que é um lugar desconcertantemente grande.

Atualmente, com tanta evolução em remédios e doenças que insistem em desafiar essa evolução, o medo vem sendo representado sob a forma de doenças que podem acabar com a humanidade ou pior, transformar os humanos em monstros, o que explica essa chuva de “zumbis”.

E aí, novamente, a homem mostra seu grande pavor de ser devorado, não importa o quanto tenhamos evoluído.

Por isso, medo não é coisa para os fracos, é coisa para os espertos, que aprendem os seus limites e passam para suas gerações futuras, perpetuando a espécie. Então… Se os mais fortes sobrevivem, podemos entender que medo é para os fortes.


fontes: http://teoricamentefalando.com/voce-sabia/a-verdade-por-tras-dos-monstros-de-sua-infancia/

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